47 anos depois, ossada de bancário e sindicalista morto pela ditadura militar no Brasil é identificada! Leia e compartilhe...

03/12/2018 20:30

Um regime de terror, que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) ameaça reeditar. Para o capitão, o coronel Brilhante Ustra — o mais notório torturador dos militares — é um herói nacional

Golpe de 1964 | A ditadura militar no Brasil — 1964 a 1985 — patrocinou centenas de mortes, tortura e deu sumiço em muita gente, como o bancário e sindicalista Aluizio Palhano Pedreira Ferreira, cuja ossada foi identificada hoje (3), 47 anos depois. Segundo o livro Direito à memória e à verdade, publicado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República durante o Governo Lula, 475 pessoas morreram ou desapareceram nesse período. 

Professores, estudantes, religiosos, médicos, artistas, bancários, advogados... Homens, mulheres e crianças. Ninguém que ousasse se opor aos generais era poupado. Um regime de terror, que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) ameaça reeditar. Para o capitão, o coronel Brilhante Ustra — o mais notório torturador dos militares — é um herói nacional.

Ossada de bancário e sindicalista

Hoje (3), 47 anos depois, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), do Ministério dos Direitos Humanos (MDH), anunciou que identificou os restos mortais do bancário e sindicalista Aluizio Palhano Pedreira Ferreira, dado como desaparecido político desde 1971, quando tinha 49 anos. O anúncio foi feito durante o 1º Encontro Nacional de Familiares de Pessoas Mortas e Desaparecidas Políticas, em Brasília. A informação é da Agência Brasil.

Segundo ainda a Agência Brasil, "testemunhas informaram à Comissão Nacional da Verdade que o sindicalista foi levado à sede do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo, à época comandado pelo então major Carlos Alberto Brilhante Ustra, onde teria passado por sessões de tortura. De lá, Ferreira teria sido levado à sede do Centro de Informações da Marinha, no Rio, e ao centro clandestino conhecido como "Casa da Morte de Petrópolis", antes de ser levado de volta à capital paulista, onde foi novamente torturado e, finalmente, assassinado." Continua, após o anúncio.


Alerta

Sociedade brasileira precisa ficar alerta para evitar que isso volte a acontecer. O presidente Jair Bolsonaro é um saudosista da ditadura militar e já indicou vários nomes das Forças Armadas para compor o seu futuro governo. Nada impede que tente importar do passado os tempos sombrios iniciados antes da metade da década de 1960.

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