E no caso específico da reabertura das escolas, defendida com veemência por Bolsonaro e seu ministro da Educação?
Se reabrirem escolas agora é porque decidiram matar até as crianças, pois em relação aos professores nunca se importaram mesmo. Além disso, há o enorme risco também para os demais profissionais do magistério, como vigias, merendeiras, pedagogos, secretários de escolas e outros.
A senhora acha que prefeitos e governadores vão ceder?
A pressão do governo Bolsonaro é grande. Vi notícias sobre isso em relação ao prefeito de Teresina, governadores de Brasília, Minas Gerais e vários outros. Se de fato cederem, será a porta para um genocídio.
Por quê?
Os estudos indicam
preliminarmente que crianças, na sua maioria, são assintomáticas. São
vetores fáceis de transmissão. Se aglomeradas em salas de 40 alunos no ensino fundamental, em escolas que tem 12 salas, em dois períodos, manhã e
tarde... Imagine o tamanho da catástrofe. Por outro lado, na educação infantil tem sala
com mais de 30 alunos, tem criança especial. Elas correm, brincam juntas, brigam
juntas. A professora tem de estar sempre tocando nos materiais da turma, fazendo brincadeiras, contato direto, corporal mesmo. E como disciplinar os pequenos para ficarem de máscaras, lavar as mãos, não abraçar a professora,
não compartilhar seus materiais? E os trabalhadores da escola? Porteiros abrindo
e fechando portões, salas? E as merendeiras que servem a refeição, pegam em pratos e colheres usados pelas crianças? É possibilidade de vírus puro. Uma catástrofe
anunciada. Continua, após o anúncio.