Congresso aprova R$ 6,5 trilhões de Orçamento, com cortes drásticos no setor social e aumento de verbas para o "Centrão" e emendas parlamentares

20/12/2025
Auxílio Gás, Pé de Meia, Benefícios Previdenciários, Seguro-Desemprego e Farmácia Popular perderam bilhões para favorecer interesses nada republicanos de deputados e senadores 

Categorias: política, economia

PROCURAR

Faça uma assinatura solidária, acesse sem restrições todo o conteúdo do site e ajude a mantê-lo. Temos custos. Apenas R$ 19,90/ano!

Ou pague no pix (recomendável, vem integral):

Pix: apoie@deverdeclasse.org

Caso não queira assinar, deixe uma contribuição de qualquer valor. Apenas pix.


Por Redação  

Em seu último ato no ano, o Congresso Nacional aprovou nesta sexta-feira (19), em sessão conjunta, o relatório final do Orçamento de 2026 (PLN 15/25), com previsão de despesas totais de R$ 6,5 trilhões. Deputados e senadores meteram a tesoura no setor social, enquanto aumentaram de forma vergonhosa verbas bilionárias para atender a interesses nada republicanos.

Entenda com detalhes mais abaixo.

Receba atualizações:

>> WhatsApp  >> Instagram  >> X  >> Threads

Leia também: 

Os aumentos de verbas

Deputados e senadores não se intimidaram ao aumentar verbas para setores dos seus próprios interesses, conforme se vê abaixo.

Emendas Parlamentares

  • Subiram de R$ 40 bilhões (propostos originalmente pelo Executivo) para R$ 61,4 bilhões. Desse valor, R$ 49,9 bilhões são emendas que ficam sob total controle dos parlamentares, incluindo emendas individuais (RP 6), emendas de bancada (RP 7) e emendas de comissão (RP 8) — recursos formalmente indicados e decididos pelos parlamentares que o governo deverá pagar.

Fundão Eleitoral

  • Aumentou de R$ 1 bilhão para R$ 4,96 bilhões.

Ministérios do Centrão

  •  Congresso aumentou a verba do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional de R$ 6,1 bilhão para R$ 12,7 bilhões; Ministério do Turismo de R$ 1,6 bilhão para R$ 3,2 bilhões; e do Ministério do Esporte de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,5 bilhões.

Os cortes de recursos

Enquanto bombaram setores de seus interesses, deputados e senadores não tiveram qualquer vergonha na cara ao cortar dinheiro que iria para os mais pobres. Veja:

Benefícios Previdenciários

  • Para turbinar emendas, corte chegou a R$ 6,2 bilhões nos benefícios previdenciários, que são despesas obrigatórias.

Seguro-Desemprego

  • Congresso tirou R$ 391 milhões do orçamento do seguro desemprego, outra despesa obrigatória, também abrindo espaço para mais emendas.

Auxílio-Gás

  • Congresso diminuiu o Auxílio Gás de R$ 5,1 bilhões para R$ 4,7 bilhões.

Pé-de-Meia

  • Caiu de R$ 12 bilhões para R$ 11,5 bilhões.

Farmácia Popular

  • Congresso cortou o Farmácia Popular, que fornece medicamentos gratuitos para a população carente, reduzindo o orçamento do programa de R$ 6,5 bilhões para R$ 6 bilhões.

Com informações de Agência Senado e Estadão

Siga nossas redes e receba atualizações:

>> WhatsApp  >> Instagram  >> X  >> Threads


Faça uma assinatura solidária, acesse sem restrições todo o conteúdo do site e ajude a mantê-lo. Temos custos. Apenas R$ 19,90/ano!

Pague no pix (recomendável, vem integral):

Pix: apoie@deverdeclasse.org

Caso não queira assinar, deixe uma contribuição de qualquer valor. Apenas pix. 


Receba atualizações:

Mais recentes do tópico Piso do Magistério:

Como o próprio Portal Unificado da Justiça Federal da 4ª Região destaca, liminar — que suspende o reajuste de 14,95% — é apenas para um município de Santa Catarina, e deve ser derrubada por órgãos como a CNTE, para desencorajar outros gestores que queiram entrar com a mesma ação.
Luta da categoria é para manter correção tal como está na lei do piso, o que traz ganho real todo ano. CNM e gestores lutam para emplacar atualização apenas pela inflação do ano anterior, que é danoso ao magistério, conforme esclarece tabela apresentada nesta matéria.
Gerônimo Rodrigues (PT) disse que sua equipe estava aguardando a definição do governo federal em relação ao percentual do reajuste e agora está se debruçando sobre os impactos no orçamento estadual.
Luta da categoria em todo o Brasil é pelo reajuste linear, tal como está na tabela apresentada. No Piauí, o governador Rafael Fonteles disse apenas que ninguém do magistério receberá menos do valor mínimo para este ano, R$ 4.420,55.
Paralisação vem sendo defendida desde o fim do ano passado por alguns professores. Sinte-Pi, contudo, é que decidirá o melhor rumo a seguir. Luta é por 14,95% de forma linear para todos, algo que o governador Rafael Fonteles não garantiu até agora.