Enquanto Bolsonaro insiste em cloroquina, Brasil chega a quase 1.200 mortes em apenas 24 horas

24/01/2021 08:30

Segundo o consórcio dos veículos de imprensa, no sábado (23) foram registrados 1.176 óbitos. Número de vítimas fatais chegou a 216.475 vidas perdidas desde o início da pandemia.

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Milhões de reais gastos com remédios ineficazes. Foto/Reprodução.
Milhões de reais gastos com remédios ineficazes. Foto/Reprodução.

Saúde | Segundo o consórcio dos veículos de imprensa, no sábado (23) foram registrados 1.176 óbitos no Brasil. Número de vítimas fatais chegou a 216.475 desde o início da pandemia. Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro e seu ministro general Pazuello patinam em relação à vacina e insistem, agora de uma maneira mais não tão aberta, em tratamentos precoces ineficazes com um kit de drogas que podem até matar, como cloroquina e hidroxicloroquina.

Tragédia

Além de quase 1.200 mortes em apenas 24 horas, o levantamento dos órgãos de imprensa também indicou 60.980 novas ocorrências da enfermidade, totalizando 8.816.113 contágios na história da doença no país. Uma tragédia. Após o anúncio, veja como está o mapa da vacina no País.

*O Brasil e a vacina contra a Covid-19

População: 211,8 milhões - IBGE 2020. Cada pessoa deve tomar duas doses, num prazo de 21 dias. 

Para imunizar 100% da população, são necessárias 445 milhões de doses, já com previsão de perda de 5% na logística do armazenamento e transporte.

Mas há quem diga que as condições sanitárias seguras viriam com imunização de 60 a 70 por cento do povo.

Com estes percentuais, a necessidade de doses cairia de 445 milhões para 311 milhões.

O ilusório e fantasma Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde prevê a vacinação de — apenas — 49,7 milhões de pessoas, divididos em 03 Grupos, necessitando de 104,3 milhões de doses.

O Brasil — até agora — possui somente as 06 milhões de doses articuladas pelo Governo de São Paulo e mais dois milhões viabilizadas pelo governo federal. Quem não é de grupos prioritários, portanto, deve manter estoque de máscaras, álcool em gel e isolamento social. O contágio continua alto e, se depender do capitão, a fila não vai andar. É só bomba em cima da maioria do povo.

*Com dados de José Professor Pachêco, docente e advogado.

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