Reforma Administrativa deixará o atual funcionário no meio de uma série de campos, todos com forte potencial para hostilizá-lo. Lutas por melhores condições de trabalho e salários podem se tornar bem mais difíceis.
Hugo Motta comemora protocolo de reforma que arrasa o funcionalismo público
PEC 32 significa desmonte do serviço público e não traz nenhuma vantagem aos atuais ou futuros servidores, só prejuízos
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Pelas redes sociais, o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB) comemora o protocolo nesta sexta-feira (24) da PEC 32 (Reforma Administrativa), projeto que arrasa o funcionalismo público. No X (antigo Twitter), ele destaca:
O maior privilégio do Estado deve ser SERVIR. Por isso, anuncio que a PEC que trata da modernização do Estado foi protocolada e está pronta para ser discutida, apreciada e melhorada!
— Hugo Motta (@HugoMottaPB) October 24, 2025
O brasileiro atualizou tudo: banco, celular, carro, jeito de trabalhar. Chegou a hora de…
Não é reforma, é demolição
A base do projeto que Hugo Motta comemora, sinteticamente consiste em:
- Fim da estabilidade, inclusive para atuais servidores
- Fim de direitos dos atuais funcionários
- Congelamento de salários
- Fim das carreiras
- Fim dos concursos públicos
- Terceirizações
- Privatizações
>> Leia mais em: A Reforma Administrativa e os atuais e futuros servidores
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Pec 32 é para o atual servidor; se aprovada, funcionário futuro nem existirá, salvo raras exceções
Texto da Reforma Administrativa só considera servidor nos moldes atuais os poucos enquadrados nas 'carreiras típicas de Estado. Maioria — Saúde e Educação — passará a ser funcionário privado lotado em órgãos públicos.
Servidor deve olhar com sangue nos olhos para cada parlamentar que votar a favor da Pec 32
Projeto visa tornar o serviço público uma mera extensão dos interesses de grandes corporações econômicas e reeditar velhas práticas coronelistas do século passado.
Texto prevê demissão de estável e concursado, contratação por até 10 anos sem concurso público, redução de jornada e salário, vedação de vários direitos, e terceirização e privatização de todo o Estado brasileiro, principalmente na Saúde e Educação. Atuais e futuros funcionários são atingidos.
Oposição na Câmara já conseguiu impedir votação do relatório do projeto em quatro ocasiões. Servidores prometem continuar pressão nesta quinta-feira (23) para que medida seja engavetada.



