Ou pressiona agora ou eles gastam o dinheiro

06/01/2022
Após liberação geral da subvinculação de 70% do Fundeb, prefeitos e governadores poderão inchar as pastas da Educação e inviabilizar o reajuste do magistério. Eles têm a caneta e a chave do cofre. Imagem: aplicativo Canva.
Após liberação geral da subvinculação de 70% do Fundeb, prefeitos e governadores poderão inchar as pastas da Educação e inviabilizar o reajuste do magistério. Eles têm a caneta e a chave do cofre. Imagem: aplicativo Canva.

Landim Neto, docente e editor do Dever de Classe 

+ artigos deste autor

Educação | Imagine alguém que lhe deva, mas que você tem a clareza de que ele não pode pagar. Em um caso assim você deve, por exemplo, ser tolerante e aguardar o momento adequado para exigir o que é seu. É uma coisa.

Numa situação distinta, imagine alguém que lhe deva, você sabe que ele pode pagar, porém opta gastar seu dinheiro com outros compromissos duvidosos. É uma coisa bem diferente. Neste caso, o correto é correr logo atrás do que lhe é de direito.

O que pode acontecer em relação ao reajuste do magistério em 2022 é algo parecido com a segunda situação aqui elencada. Gestores devem — por lei — honrar com o percentual estabelecido de 33,23%. No entanto, podem pegar o dinheiro dos educadores e dá a ele outro fim.

 Continua, após o anúncio.

Com a aprovação da Lei nº 14.276, a subvinculação de 70% dos recursos do Fundeb passou a abranger todos os profissionais lotados nas redes de ensino, docentes ou não. 

Tal abertura permite que prefeitos e governadores, a curto prazo, inchem as pastas da Educação com fins eleitoreiros, o que obviamente vai dificultar o pagamento até dos futuros que poderão entrar no setor.

Diante disso, é necessário que os atuais servidores do magistério corram para exigir o reajuste confirmado para este ano, até porque o mesmo deve ser cumprido já a partir deste mês de janeiro. 

Do contrário, estados e municípios poderão gastar o dinheiro. E dentro da lei. Eles têm a caneta e a chave do cofre.



Compartilhe e curta abaixo nossa página no Twitter e Facebook, para receber atualizações sobre este tema. Aproveite para deixar uma pequena doação ao nosso site.

Ajude com uma pequena doação de qualquer valor. Temos custos a pagar todos os meses e, para manter nossas publicações, precisamos de seu apoio. Se não quiser ou não puder doar, continue a nos acessar do mesmo jeito. Gratos.

PIX - Celular 86988453625 João R P Landim Nt

Siga-nos!

Mais recentes sobre educação

No caso dos professores, o que vale é o que está na lei dos planos de cargos, salários e carreiras de estados, DF e municípios. Se a legislação diz que o descanso anual é de 45 dias ou até dois meses, o terço constitucional deve ser pago com base nesse tempo de férias. É o que podemos chamar de direito...