Médico fala em festival de contaminações de professores e alunos, caso aulas voltem em 2020

24/07/2020

Especialista explica que setores público e privado não têm condições de garantir segurança eficaz para todo mundo e que é muito difícil controlar crianças e adolescentes em sala de aula.

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Imagem: aplicativo Canva.
Imagem: aplicativo Canva.

Educação | "Certamente haverá um festival de contaminações de professores e alunos, caso aulas presenciais voltem em 2020." Afirmação é do médico Carlos M C Bezerra, consultado pelo Dever de Classe. Ele diz que setores público e privado não têm condições de dar segurança eficaz para todo mundo e que é muito difícil controlar crianças e adolescentes em sala de aula. Após o anúncio, ele fala mais sobre o assunto.

Dr., por que o senhor fala em festival de contaminações, caso aulas voltem em 2020?

Não há ainda no mercado nenhuma vacina ou remédio eficaz contra a Covid-19. Esta é a razão principal. Quem contrai o vírus, corre o risco de morrer ou de passar por maus pedaços num leito de hospital. O sofrimento é muito grande. E é importante ressaltar que os professores estão entre os mais vulneráveis ao coronavírus, pois muitos têm doenças respiratórias e outras.

E se for dada segurança para alunos e profissionais do magistério?

Quem vai garantir isso? Os setores público e privado não têm condições de dar segurança eficaz para todo mundo: kit completo com máscara, álcool em gel, testes, distanciamento na sala de aula etc etc etc. Em muitas escolas públicas falta até água e sabão. Além disso, qualquer professor sabe que será muito difícil controlar uma criança ou adolescente de modo a que não se exponham ao vírus. E até alguns docentes também podem ser um problema na volta às aulas. Continua, após o anúncio.

Como alguns professores poderão ser um problema?

Por razões ideológicas, partidárias, há alguns professores que se negam, por exemplo, a usar máscara. Outros estão tomando remédio por conta própria e acham que estão imunes ao vírus. Tenho alguns amigos docentes que dizem que o que vale para eles é a palavra do presidente Bolsonaro. Fazer o quê?

Que conselhos o senhor daria aos governos, então?

Que esperem um pouco mais. Continuem com as aulas remotas, por enquanto. A vacina chegará.

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