Maior parte dos entes da federação não cumpriu de forma linear os 33,23% de reajuste do piso do magistério neste ano. Isto é indicativo de que há sobra de recursos para abono até dezembro, mesmo porque também, em relação ao complemento da União ao fundo, houve elevação de 15% para 17%.
A epidemia da violência contra professores, a realidade que muitos fingem não ver
>> De casos isolados, a violência contra docentes evoluiu a uma epidemia silenciosa que ameaça não apenas a integridade física e emocional desses profissionais, mas também o próprio futuro da educação.
>> Categorias: Educação, Piso do Magistério
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>> Por Vânia M Cortês / A sala de aula, que deveria ser um espaço de aprendizado, respeito e diálogo, tem se transformado em um campo de tensão e medo. De casos isolados, a violência contra professores evoluiu a uma epidemia silenciosa que ameaça não apenas a integridade física e emocional desses profissionais, mas também o próprio futuro da educação
A realidade que muitos fingem não Ver
Insultos, ameaças, agressões físicas e psicológicas. Em escolas públicas e particulares, professores enfrentam diariamente situações que ultrapassam qualquer limite de tolerância. Muitos são humilhados diante de alunos, filmados e expostos nas redes sociais, tratados como inimigos dentro do ambiente em que deveriam ser autoridades do conhecimento. O mais alarmante é o silêncio. A sociedade, acostumada a normalizar a violência, parece não se chocar mais. Quando um professor é agredido, o caso vira notícia por um dia e logo é esquecido. Mas para quem vive isso, as marcas permanecem — no corpo, na mente e na vocação.
O preço da desvalorização
A violência contra professores não surge do nada. Ela é o reflexo direto da desvalorização histórica da profissão. Quando o educador é tratado como descartável, quando seus salários são baixos, suas condições de trabalho precárias e sua autoridade constantemente questionada, abre-se espaço para o desrespeito e a agressão.
A falta de apoio institucional agrava o problema. Muitos professores, ao denunciarem casos de violência, são desencorajados, culpabilizados ou simplesmente ignorados. O medo de retaliação e a ausência de políticas de proteção fazem com que inúmeros casos sequer sejam registrados.
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O impacto na educação e na sociedade
Um professor agredido é um símbolo de uma sociedade doente. A violência dentro das escolas destrói o ambiente de aprendizado, gera medo entre os profissionais e desmotiva quem ainda acredita na educação como ferramenta de transformação. Jovens crescem sem referências de respeito e empatia, reproduzindo comportamentos agressivos que se perpetuam fora dos muros escolares.
Quando o professor perde a voz, a educação perde o sentido. E quando a educação perde o sentido, o futuro se torna refém da ignorância.
Caminhos para romper o ciclo
Enfrentar a violência contra professores exige ação imediata e coletiva. É preciso implementar políticas de proteção efetivas, garantir apoio psicológico e jurídico aos profissionais, e promover campanhas de conscientização que resgatem o respeito pela figura do educador. A escola deve ser um espaço seguro — para ensinar, aprender e conviver.
Mais do que isso, é urgente reconstruir a imagem social do professor. Valorizar sua autoridade, reconhecer sua importância e investir em sua formação e bem-estar são passos fundamentais para restaurar a dignidade da profissão.
A violência contra professores é um grito de alerta que não pode mais ser ignorado. Cada agressão é uma ferida aberta na educação, um retrocesso coletivo. Proteger o professor é proteger o conhecimento, a civilização e o futuro. O silêncio não pode ser a resposta — é hora de transformar indignação em ação.
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Programa de governo reafirma também o compromisso de valorizar e reconhecer os profissionais do magistério, algo que o ex-presidente já começou a fazer quando, por exemplo, aprovou a Lei do Piso Nacional dos professores.
O enorme número de redes — cada uma com política de valorização diferente — faz com que professores de mesma formação tenham ganhos bastante diferenciados nos estados, DF e municípios. Tabelas ilustram a situação.
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Deixe de aterrorizar os brasileiros com suas ameaças. Aceite que a maioria do povo não o quer mais. Vá rezar, se benzer, tomar um banho de sal grosso no lombo. Peça perdão por seus crimes cometidos na presidência. O Brasil quer é Lula de novo", diz um dos trechos enviado pela docente.
Ao todo, percentual de corte chega a 96% para 2023, o que é um enorme prejuízo para as crianças e profissionais que atuam na área. Educação de Jovens e Adultos (EJA) também foi tesourada em 56% de suas verbas. Um massacre em toda a Educação Básica
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Há inclusive um vergonhoso e inusitado caso de um juiz que atuou como advogado de defesa de uma prefeitura, para negar direito dos 33,23% a docente.
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