Ranking mostra distorções em salários de professores no Brasil

06/10/2022

O enorme número de redes — cada uma com política de valorização diferente — faz com que professores de mesma formação tenham ganhos bastante diferenciados nos estados, DF e municípios. Tabelas ilustram a situação.

Educação | A Educação Básica pública no Brasil é uma só. Salvo particularidades do planejamento de conteúdos feito pelos próprios professores e coordenadores pedagógicos, o que se estuda nos estados, DF e municípios é a mesma coisa. Os salários dos profissionais do magistério, contudo, variam bastante de um lugar para outro. O ranking salarial tem muitas distorções, provocadas sobretudo pelo enorme número de redes de ensino no País, o que faz com que docentes de mesma formação tenham ganhos bastante diferenciados nos entes da federação.

Carreira do Magistério no Brasil deveria ser única e federalizada. Imagem: Canva.
Carreira do Magistério no Brasil deveria ser única e federalizada. Imagem: Canva.

Continua, após o anúncio.

Leia também:

O ranking das distorções

Como se observa nas tabelas abaixo, os salários iniciais e finais dos profissionais do magistério da Educação Básica pública variam muito entre as várias redes de ensino do País. O que ocorre na prática é que DF e cada estado e cada município têm políticas salariais diferentes, o que leva às distorções.

Segundo um estudo elaborado pelo Movimento Profissão Docente, a partir de legislações estaduais, o MS, por exemplo, tem o maior salário inicial: R$ 8.381,36. E o RS, o pior: R$ 4.000,30. Já em relação aos salários finais, a liderança é também do MS: R$ 17.132,05. Nesta mesma categoria, o valor mais baixo em pago em SC: R$ 5.000,00.

Após o anúncio, confira as tabelas completas.

Federalização

Para corrigir tanta distorção, muitos especialistas e grande parte dos próprios profissionais do magistério defendem que a Educação Básica pública seja federalizada, com carreira e salários unificados e pagos pelo governo federal. Aos estados, DF e municípios caberia apenas investir na manutenção das escolas. Já há inclusive um projeto aprovado no Senado sobre tal questão.


Compartilhe e curta abaixo nossa página no Twitter e Facebook, para receber atualizações sobre este tema. E aproveite também para deixar uma pequena doação ao nosso site.

Ajude com uma pequena doação de qualquer valor. Temos custos a pagar todos os meses e, para manter nossas publicações, precisamos de seu apoio. Se não quiser ou não puder doar, continue a nos acessar do mesmo jeito. Gratos.

Chave para Pix

E-mail: pix@deverdeclasse.org - João R P Landim Nt 

Siga-nos!

Mais recentes sobre educação

Lei Complementar contra o magistério, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em março deste ano, desconsiderou — para efeito de vários e importantes benefícios — quase dois anos de trabalho dos profissionais da educação, maio de 2020 a 31 de dezembro de 2021, fase crítica da pandemia de Covid-19. Na prática, é como se o magistério não tivesse...
Anúncios de pagamento devem se intensificar no mês de dezembro. Expectativa é que muitos estados e inúmeros municípios paguem o abono aos profissionais do magistério. CNTE luta para mudar critério de distribuição.