Reforma Administrativa deixará o atual funcionário no meio de uma série de campos, todos com forte potencial para hostilizá-lo. Lutas por melhores condições de trabalho e salários podem se tornar bem mais difíceis.
Efeitos positivos da isenção do Imposto de Renda para a economia nacional
Economista Manoel Pires, do observatório da Fundação Getúlio Vargas, diz que mudanças estimulam consumo e reduzem desigualdades, sem afetar investimentos
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Mais R$ 28 bilhões na economia nacional. Esse é um dos efeitos da reforma do Imposto de Renda do presidente Lula (PT), aprovada na Câmara dos Deputados. Em breve, medida deve também passar no Senado. Valor equivale a 0,2 ponto percentual do PIB (Produto Interno Bruto). Segundo matéria da Folha de S.Paulo, "estimativa foi apresentada por Manoel Pires, coordenador do Observatório de Política Fiscal da FGV, nesta quinta-feira (23) em audiência pública da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado."
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Estimular nível de consumo
Também segundo a Folha:
"O principal efeito desse projeto é estimular o nível de consumo. Os contribuintes que vão usufruir dessa renúncia fiscal têm uma renda mais baixa e dependem de mais renda para consumir, ao passo que os contribuintes que vão financiar essa desoneração não devem reduzir tanto o consumo em função do alto nível de renda que eles usufruem", afirma Pires.
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Pec 32 é para o atual servidor; se aprovada, funcionário futuro nem existirá, salvo raras exceções
Texto da Reforma Administrativa só considera servidor nos moldes atuais os poucos enquadrados nas 'carreiras típicas de Estado. Maioria — Saúde e Educação — passará a ser funcionário privado lotado em órgãos públicos.
Servidor deve olhar com sangue nos olhos para cada parlamentar que votar a favor da Pec 32
Projeto visa tornar o serviço público uma mera extensão dos interesses de grandes corporações econômicas e reeditar velhas práticas coronelistas do século passado.
Texto prevê demissão de estável e concursado, contratação por até 10 anos sem concurso público, redução de jornada e salário, vedação de vários direitos, e terceirização e privatização de todo o Estado brasileiro, principalmente na Saúde e Educação. Atuais e futuros funcionários são atingidos.
Oposição na Câmara já conseguiu impedir votação do relatório do projeto em quatro ocasiões. Servidores prometem continuar pressão nesta quinta-feira (23) para que medida seja engavetada.




