"Parece que há uma indústria de criar coitadismos na educação, transformando problemas corriqueiros e inerentes a qualquer profissão num cenário apocalíptico que não condiz com a realidade de quem quer realmente trabalhar"
Piso do Magistério é Lei Federal e deveria estar sendo pago desde janeiro; professor não pode abrir mão
A previsão até novembro do ano passado era de uma correção de 5,89%. O presidente Bolsonaro adotou medida para cancelar tal correção, mas há ações na Câmara, MEC e Ministério Público Federal para que o direito dos educadores seja restabelecido.
Publicidade

Educação | O Piso Nacional do Magistério foi criado com a Lei Federal 11.738/2008, no segundo governo do ex-presidente Lula (PT). Legislação diz que reajustes devem ser aplicados todo 1º de janeiro para professores da educação básica pública de estados e municípios. Estava sendo assim desde 2010.
O tema, no entanto, anda meio esquecido pelos professores e até por muitos sindicatos da categoria, embora as aulas presenciais tenham recomeçado em várias cidades e estados do País. Retorno geral — no sistema híbrido ou remoto — está previsto para março.
Direito continua a existir
É um erro abandonar o reajuste do piso do magistério, pois o direito continua a existir, conforme veremos após o anúncio. Professor(a) não pode abrir mão.
Relacionadas:
- Economista usa contracheque de professor para mostrar ganho e explicar a importância do reajuste de 2021
- Reajuste do piso do magistério é outro entrave para retorno das aulas presenciais
- Jurista mostra manobra que Bolsonaro usou para não dar reajuste do magistério em 2021
- É preciso revogar ato que zerou reajuste do professor, diz advogado
- Dados oficiais mostram fortes indícios de pelo menos três graves crimes no ato que zerou piso do magistério
- Bolsonaro devia fazer uma live para explicar por que zerou o reajuste do magistério deste ano
Previsão de 5,89%
A previsão até novembro do ano passado era de reajuste de 5,89%. O presidente Jair Bolsonaro, entretanto, adotou medida para cancelar tal correção, mas há ações na Câmara, MEC e Ministério Público Federal para que o direito dos educadores seja restabelecido, conforme veremos após o gráfico que mostra a evolução dos reajustes e o ganho real acima da inflação para os educadores.

Após o anúncio, veja como está a questão do reajuste para 2021.
Reajuste do Magistério 2021
Previsão até 25 de novembro de 2020 - 5,89% de correção. Após essa data: 0% (zero).
Por quê? Porque o presidente Jair Bolsonaro publicou a portaria interministerial nº 03, em 25 de novembro de 2020.
O que dizia essa portaria e quais suas consequências? Essa portaria reduziu o custo aluno de R$ 3.643,16 para R$ 3.349,56. Com isso, o custo aluno de 2020 ficou menor que o de 2019, o que fez o percentual de correção de 5,89% cair para 0%.
Que medidas estão sendo tomadas? A CNTE — após descobrir indícios de ilícitos na portaria interministerial 03 — ingressou com pedidos junto ao MEC e ao Ministério Público Federal para que a situação seja revertida. Site da entidade, até à data e horário desta postagem, não diz se já recebeu respostas. Além disso, há pelo menos 14 projetos de decreto legislativo na Câmara que pedem que os efeitos dessa referida portaria sejam sustados. Nenhum até agora recebeu despacho, também até à data e horário desta postagem, conforme verificamos no site da Câmara. Continua, após o anúncio.
O que os profissionais do magistério podem fazer? No momento, é possível fazer pressão, principalmente pelas redes sociais. Caso as aulas retornem mesmo, é indicado iniciar uma Greve Geral.
Compartilhe e curta abaixo nossa página no Facebook, para receber atualizações sobre este tema.
Faça uma pequena doação de um valor qualquer para que possamos continuar a manter este site aberto. Caso não possa ou não queira colaborar, continue a nos acessar do mesmo jeito enquanto estivermos ativos. Gratos.
Doar com PagSeguro
Curta nossa página e receba atualizações sobre este tema!
Mais recentes sobre educação...
A nossa autonomia foi esmagada entre regras rígidas que nos reduzem a meros cumpridores de ordens e o conflito constante com algumas famílias que parecem ver no professor um adversário
Levantamento inédito escancara o avanço da polarização e da pressão política nas escolas, apontando que três em cada quatro professores têm medo de punições por decisões profissionais
Lula deve sancionar PL que disciplina exercício da psicopedagogia e outro também na área de educação
Presidente pode sancionar integralmente cada proposta oriunda do Congresso, vetar todo o texto ou barrar apenas alguns dispositivos específicos dos projetos de lei
O país tem 46 milhões de matrículas na educação básica, mas enfrenta um problema que não se resolve apenas construindo escolas ou abrindo vagas: faltam professores em determinadas áreas, regiões e etapas de ensino — e a renovação da carreira não acompanha o envelhecimento do magistério
A raiz do 'apagão' não nasce apenas na escola, causada por indisciplina dos alunos e outros problemas comuns aos estabelecimentos de ensino, como muitos acreditam





