"Parece que há uma indústria de criar coitadismos na educação, transformando problemas corriqueiros e inerentes a qualquer profissão num cenário apocalíptico que não condiz com a realidade de quem quer realmente trabalhar"
Por que Flávio Bolsonaro precisa privatizar os institutos e universidades federais
O Estado brasileiro passará o bastão para a iniciativa privada, permitindo uma gestão eficiente de institutos e universidades federais, voltada para resultados e livre de amarras sindicais e ideológicas
A expansão desenfreada das universidades e institutos federais ao longo das últimas duas décadas pelo sr Lula da Silva consolidou um modelo insustentável, ineficiente e injusto com o pagador de impostos brasileiro. Sob o disfarce da democratização, o Estado gastou bilhões de reais — recursos que poderiam ter sido aplicados com muito mais eficácia se tivessem sido dados para prefeitos e governadores em todo o Brasil. Flávio Bolsonaro (PL) é o único candidato que pode reverter isso e privatizar institutos e universidades federais.
Leia também:
Na verdade, o problema dessa expansão desenfreada vai muito além do rombo fiscal. Na prática, as instituições federais transformaram-se, ao longo dos anos, em verdadeiros redutos de ativismo político e hegemonia ideológica esquerdista.
Em vez de focarem exclusivamente na excelência acadêmica, na inovação e na preparação para o mercado de trabalho global, os campi muitas vezes funcionam como correias de transmissão de narrativas partidárias, distorcendo a missão fundamental da academia. Com a privatização que eu acredito que Flávio Bolsonaro irá fazer, isso tende a acabar.
Financiar com o dinheiro do contribuinte — incluindo o trabalhador que ganha um salário mínimo e jamais pisará em uma universidade — a manutenção de estruturas politizadas é um acinte inaceitável. Por isso, repito, Flávio Bolsonaro tem de privatizar o setor.
Com Flávio Bolsonaro, o Estado brasileiro passará o bastão para a iniciativa privada, permitindo uma gestão eficiente de institutos e universidades federais, voltada para resultados e livre de amarras sindicais e ideológicas. Como passo imediato rumo à responsabilidade fiscal, é urgente a implementação de mensalidades para os estudantes — afinal, o ensino superior gratuito beneficia desproporcionalmente as classes de maior renda.
Do mesmo modo, subsídios anacrônicos, como os restaurantes universitários que vendem refeições a preços simbólicos, devem ser extintos, passando a seguir a lógica moderna de mercado, onde cada um paga pelo custo real do que consome. É hora de parar de romantizar um modelo falido e trazer a educação superior brasileira para a realidade do século XXI. Por isso é que não canso de dizer: Flávio Bolsonaro privatizará institutos e universidades federais.
*Sandro N Loureiro é ex-diretor de escola pública e diz seguir o Dever de Classe, que tem zero acordo com as opiniões dele.
Envie também seu artigo ou sugestão de matéria no formulário abaixo.
RECEBA ATUALIZAÇÕES
Publicidade
Leia mais sobre educação
A nossa autonomia foi esmagada entre regras rígidas que nos reduzem a meros cumpridores de ordens e o conflito constante com algumas famílias que parecem ver no professor um adversário
Levantamento inédito escancara o avanço da polarização e da pressão política nas escolas, apontando que três em cada quatro professores têm medo de punições por decisões profissionais
Lula deve sancionar PL que disciplina exercício da psicopedagogia e outro também na área de educação
Presidente pode sancionar integralmente cada proposta oriunda do Congresso, vetar todo o texto ou barrar apenas alguns dispositivos específicos dos projetos de lei
O país tem 46 milhões de matrículas na educação básica, mas enfrenta um problema que não se resolve apenas construindo escolas ou abrindo vagas: faltam professores em determinadas áreas, regiões e etapas de ensino — e a renovação da carreira não acompanha o envelhecimento do magistério
A raiz do 'apagão' não nasce apenas na escola, causada por indisciplina dos alunos e outros problemas comuns aos estabelecimentos de ensino, como muitos acreditam






