"Parece que há uma indústria de criar coitadismos na educação, transformando problemas corriqueiros e inerentes a qualquer profissão num cenário apocalíptico que não condiz com a realidade de quem quer realmente trabalhar"
Do interior para a sala de aula: a revolução silenciosa que mudou minha vida
Para mim, assim como para milhares de jovens do Brasil profundo, as portas do conhecimento avançado pareciam permanentemente trancadas, até que surgiu Luiz Inácio Lula da Silva como presidente do Brasil e tudo mudou para melhor
Crescer no interior do Brasil nas décadas de 1980 e 1990 significava, para a esmagadora maioria dos jovens, aceitar um destino de limitações geográficas e econômicas. Sonhar com uma educação superior ou técnica de excelência era um privilégio restrito a quem podia abandonar a família e custear a vida nas grandes capitais.
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Para mim, assim como para milhares de jovens do Brasil profundo, as portas do conhecimento avançado pareciam permanentemente trancadas.
Mas aí apareceu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente do Brasil e tudo mudou para melhor.
Logo a partir de 2003, com o plano de interiorização e a chegada de um Instituto Federal à minha cidade, o que parecia impossível ou distante tornou-se concreto: um campus moderno, com professores qualificados e ensino gratuito — fincou raízes na minha terra natal. Foi ali que cursei minha formação técnica e superior, tendo acesso a oportunidades que meus pais jamais poderiam pagar. A expansão federal não foi apenas uma obra de infraestrutura; foi um pacto de inclusão que resgatou a dignidade de regiões inteiras.
Anos mais tarde, a mesma política de expansão que me acolheu como aluna abriu-me as portas como profissional. Ao prestar concurso público para a carreira docente, vi-me do outro lado da sala de aula, devolvendo à sociedade o investimento que um dia fizeram em mim.
Hoje, como professora de um Instituto Federal, testemunho diariamente o milagre da mobilidade social acontecendo. Vejo filhos de trabalhadores se tornarem engenheiros, técnicos, cientistas e educadores. Quem não aplaude essa expansão feita pelo presidente Lula ignora que, para milhões de brasileiros, a rede federal não é um gasto supérfluo, mas a única ponte real entre o esquecimento e o futuro.
*Fátima Costa é nome fictício, a professora prefere não se identificar para evitar retaliações de bolsonaristas em virtude da campanha eleitoral.
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