"Parece que há uma indústria de criar coitadismos na educação, transformando problemas corriqueiros e inerentes a qualquer profissão num cenário apocalíptico que não condiz com a realidade de quem quer realmente trabalhar"
Chega de vitimismo: o trabalho docente exige coragem, não "mimimi"
"Parece que há uma indústria de criar coitadismos na educação, transformando problemas corriqueiros e inerentes a qualquer profissão num cenário apocalíptico que não condiz com a realidade de quem quer realmente trabalhar"
> Educação
*Sandro N Loureiro, às 10:42
Confesso que olho para essa "pesquisa" da CNTE/FGV com muita desconfiança e um certo ceticismo. Afinal, parece que há uma indústria de criar coitadismos na educação, transformando problemas corriqueiros e inerentes a qualquer profissão num cenário apocalíptico que não condiz com a realidade de quem quer realmente trabalhar.

O que vejo por aí é muito "mimimi" e pouca disposição para encarar as cobranças normais do serviço público e da sociedade. Estar sujeito a críticas, ter que prestar contas ou seguir diretrizes administrativas faz parte da vida de qualquer trabalhador, mas parece que alguns docentes acham que estão acima de qualquer fiscalização ou limite político-institucional.
A verdade é que muitos preferem reclamar da tal falta de autonomia quando, na verdade, o que buscam é fazer o que bem entendem dentro da sala de aula, sem responsabilidade com os resultados ou com o alinhamento curricular. Querem tudo na moleza, com salário garantido e zero cobrança, culpando o governo ou as famílias de alunos por qualquer contrariedade do dia a dia.
Em vez de ficarem a alimentar teorias de perseguição e a choramingar em relatórios estatísticos, os professores deviam concentrar-se em ensinar com dedicação e determinação. A educação do país só vai avançar quando deixarmos de lado essa cultura de vitimismo crônico e passarmos a encarar o trabalho com o profissionalismo e a seriedade que ele realmente exige.
*Sandro N Loureiro é ex-diretor de escola pública e segue o Dever de Classe
Siga nossas redes mais abaixo para receber atualizações
Publicidade
Leia mais sobre educação
A nossa autonomia foi esmagada entre regras rígidas que nos reduzem a meros cumpridores de ordens e o conflito constante com algumas famílias que parecem ver no professor um adversário
Levantamento inédito escancara o avanço da polarização e da pressão política nas escolas, apontando que três em cada quatro professores têm medo de punições por decisões profissionais
Lula deve sancionar PL que disciplina exercício da psicopedagogia e outro também na área de educação
Presidente pode sancionar integralmente cada proposta oriunda do Congresso, vetar todo o texto ou barrar apenas alguns dispositivos específicos dos projetos de lei
O país tem 46 milhões de matrículas na educação básica, mas enfrenta um problema que não se resolve apenas construindo escolas ou abrindo vagas: faltam professores em determinadas áreas, regiões e etapas de ensino — e a renovação da carreira não acompanha o envelhecimento do magistério



