Na volta às aulas, no primeiro atchim todo mundo corre para casa

25/01/2021

Se escolas reabrirem em plena pandemia, o clima entre professores, demais funcionários e alunos será de pavor.

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Imagem: aplicativo Canva.
Imagem: aplicativo Canva.

Educação | Por Landim Neto* - O noticiário sobre a pandemia de coronavírus continua em alta em todo o planeta. É difícil encontrar uma criança acima dos cinco anos que não saiba dizer alguma coisa sobre a peste. 

Só no Brasil, já são mais de 217 mil mortes e cerca de 9 milhões de casos confirmados. A essas alturas, é difícil também encontrar uma pessoa que não conheça pelo menos uma situação da doença na família ou entre amigos.

É nesse clima que se fala em reabrir as escolas públicas e privadas em fevereiro. Os defensores alegam que medidas protocolares podem ser tomadas de modo a garantir segurança para todos dentro do ambiente escolar. Continua, após o anúncio.

Os profissionais do magistério e todos os que conhecem ou lembram de como é uma escola por dentro, no entanto, sabem que essa segurança não existirá. 

Docentes e demais trabalhadores dos estabelecimentos escolares sequer foram incluídos como prioridade no Plano Nacional de Imunização do governo federal. Quanto aos alunos, nem em garantia de testes se fala.

Quem voltar é consciente de que estará exposto ao vírus e, na melhor das hipóteses, sabe também que poderá contraí-lo, ficar assintomático e sair por aí contaminando outras pessoas, sobretudo dentro da própria família.

Por isso, se escolas reabrirem em plena pandemia, o clima entre professores, demais funcionários e alunos será de pavor. No primeiro atchim, todo mundo corre para casa.

*Landim Neto é editor do Dever de Classe

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