Infâmia | Prefeito tucano zera contracheque de professora grevista! Leia e compartilhe...

05/07/2018 09:38

Desconto foi de R$ 4.624,45. Educadora ficou com apenas R$ 58,45. Medida, além de infame e criminosa, é proibida pelo STF.

Educação | O prefeito Firmino Filho (PSDB) praticamente zerou o contracheque da professora Albetiza Moreira (PCO). Motivo: a educadora exerceu o seu legítimo direito constitucional de participar de uma greve dos servidores municipais de Teresina, ocorrida recentemente na capital do Piauí. A docente, ao dirigir-se ao banco para sacar seu dinheiro de junho e pagar suas contas domésticas, deparou-se com a terrível surpresa de ver que não tinha nada para receber, a não ser alguns míseros trocados. O desconto foi de R$ 4.624,45, praticamente todo o salário da servidora.

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Medida criminosa e ilegal

A medida do prefeito Firmino Filho e do seu secretário troglodita Kléber Montezuma, também do PSDB, além de criminosa e infame, fere o princípio do direito de greve, assegurado na constituição federal. A luta dos servidores municipais não foi julgada ilegal e reivindicava direitos líquidos e certos da categoria, como perdas salariais, reposição da inflação e melhores condições de trabalho. Segundo entendimento do STF, governos não podem fazer descontos de paralisações quando estas forem motivadas por questões legais, como é o caso da luta em que a professora Albetiza Moreira participou. (Continua, após o anúncio).

A professora saqueada solicitou ao Sindserme-The que lhe emprestasse o valor descontado até que a justiça obrigue o prefeito tucano Firmino Filho a devolver o dinheiro descontado injusta e ilegalmente. O sindicato, segundo depoimento da educadora, restituiu a título de empréstimo cerca de 50% do prejuízo. E sem o restante, como a professora vai sobreviver?


Luta vai continuar

Albetiza Moreira disse que a medida do prefeito Firmino Filho e do seu secretário Kléber Montezuma serve apenas para lhe dar mais coragem para lutar em defesa dos seus direitos e, principalmente, dos interesses coletivos. "Não pensem que vão me amedrontar com essa tipo de infâmia. As lutas vão continuar e estarei dentro de todas elas", declarou. 

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