STF deve tratar hoje de 8 possíveis crimes cometidos por Bolsonaro, como corrupção passiva e outros

24/02/2021 13:04

O inquérito contra Bolsonaro no STF é resultado das declarações feitas pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, quando deixou o governo. Além de corrupção passiva privilegiada, presidente pode estar sendo investigado também por falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, obstrução de Justiça, prevaricação, denunciação caluniosa e crime contra a honra. Somadas, penas podem chegar a 25 anos de prisão e multas.

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Após prender Lula e ganhar cargo de ministro da Justiça, Moro se sentiu contrariado e saiu denunciando o presidente que ajudou a eleger. Foto: Agência Brasil.
Após prender Lula e ganhar cargo de ministro da Justiça, Moro se sentiu contrariado e saiu denunciando o presidente que ajudou a eleger. Foto: Agência Brasil.

Política | Segundo matéria da Folha de S.Paulo (24), "o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) pode julgar na tarde desta quarta-feira (24) se o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) terá de depor presencialmente ou se poderá fazê-lo por escrito no inquérito que investiga suposta interferência política dele na Polícia Federal."

"O inquérito contra Bolsonaro no STF é resultado das declarações feitas pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, quando deixou o governo." Além de corrupção passiva privilegiada, presidente pode estar sendo investigado também por falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, obstrução de Justiça, prevaricação, denunciação caluniosa e crime contra a honra. Somadas, penas dos 8 crimes podem chegar a 25 anos de prisão e multas, segundo o advogado Fernando N P Santos. Continua, após o anúncio.

Bolsonaro tenta fugir

Segundo também a Folha, "em dezembro passado, o ministro Alexandre de Moraes havia negado um pedido de Bolsonaro para não depor no inquérito. Na ocasião, Moraes decidiu que caberá ao plenário do STF — isto é, ao colegiado de 11 ministros — definir como será o depoimento do presidente, se presencial ou por escrito."

Indícios

A Folha diz ainda que há vários indícios de que Bolsonaro teria cometido ilícitos, entre os quais "o [possível] uso de estruturas oficiais para proteger pessoas próximas, como sugeriu o presidente na reunião do dia 22 de abril do ano passado", provável obstrução da Justiça e também provável "interferência no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para beneficiar uma obra de um de seus apoiadores, o empresário Luciano Hang, dono da Havan."

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