Baixos salários e indisciplina dos alunos estão entre os maiores problemas dos professores no Brasil!

02/02/2020

COMPARTILHE!

Educação / Docentes ganham bem menos que outros profissionais de mesma formação acadêmica, inclusive no setor público, e ainda têm que enfrentar quase que diariamente o caos da sala de aula. Apesar disso, não desistem e estão sempre dispostos para a luta.

Publicidade

Imagem: aplicativo Canva.
Imagem: aplicativo Canva.

Uma simples consulta ao Portal da Transparência ou a editais de concursos públicos em todo o Brasil mostra o quanto os professores da educação básica são desvalorizados em nosso País.

Enquanto o piso nacional do magistério passou em 2020 para R$ 2.886,15, muitos de nível médio em órgãos dos três poderes chegam a ganhar de remuneração inicial cerca de duas vezes e meia mais.

Mas não são apenas os baixos salários que tornam o exercício da docência algo desmotivante no território brasileiro. Continua, após o anúncio.

Leia também:

Aberrações

Segundo o Portal da Transparência, há funcionário que exerce cargo de DAS no MEC que ganha mais de treze mil reais. Detalhe: ingressou em 2019. E há também quem ganhe na burocracia desse ministério R$ 23.671,19, R$ 19.497,50 e até R$ 27.303,70. Não tem como comparar com o piso do professor. Após o anúncio e enquete, confira mais dados.

Vote!

Mais comparações

A diferença de salários entre educação básica e judiciário também é alarmante. Pequeno exemplo: segundo o site de concursos PCI, um Técnico Judiciário do TRE do Pará, nível médio, inicia com R$ 7.591,37 + R$ 910,08 de auxílio-transporte + auxílio pré-escolar + plano de saúde...

No legislativo são ainda maiores as diferenças. Segundo tabela de remuneração disponibilizada no site da Câmara dos Deputados, um Técnico Legislativo, nível médio, chega a receber R$ 24.416,06, entre vencimento básico e gratificações. E o Analista Legislativo, nível superior? Este, também entre vencimento básico e vantagens, chega a ganhar R$ 31.476,16. Continua, após o anúncio.

Outros problemas

Além dos baixos salários, outros fatores negativos marcam também o cotidiano dos educadores em todo o Brasil, em maior ou menor escala. Um deles é a indisciplina dos alunos na sala de aula.

Essa indisciplina expressa-se em coisas mais leves, como por exemplo recusar-se a fazer uma tarefa, e também em fatos mais graves, como ataques morais, físicos e até assassinato. 

Em agosto de 2019, foi amplamente divulgado o caso de um aluno que matou um docente dentro de uma escola municipal em Águas Lindas (GO). 

E há outras dezenas de situações em que professores são xingados, esbofeteados e cuspidos. 

É também muito comum estudantes rebeldes depredarem veículos dos seus mestres. Continua, após o anúncio.

Condições de trabalho ruins levam a doenças

Outra importante adversidade enfrentada pelos educadores nas escolas da educação básica, sobretudo nas públicas, refere-se às condições ruins de trabalho no dia a dia. 

Salas superlotadas e sem ventilação adequada, carga horária excessiva, desrespeito por parte de autoridades, inclusive muitas vezes de direções das próprias escolas... Tudo isso leva ao desenvolvimento de várias doenças físicas e psicológicas e até ao abandono da profissão.

Resistência

Apesar de tantos dissabores, mestres em geral no Brasil permanecem fortes e têm um altíssimo potencial, seja para continuar a exercer a profissão, seja para cobrar seus direitos. Prova disso é que estão em pé de guerra em defesa do reajuste de 12,84% referente ao piso do magistério para este ano.

COMPARTILHE!

Curta nossa página e receba atualizações sobre este e outros temas!

Anúncio

Mais recentes...

Magistério de estados e municípios deve pressionar gestores sobre recursos, pois aprovação de lei sobre como proceder ao rateio encerra dia 31 deste mês, vez que dinheiro que sobrar deve ser devolvido em forma de abono ao magistério ainda neste ano. Vereadores e deputados estaduais devem ser acionados o quanto antes. O recesso parlamentar se...
Sobras de recursos devem ser pagas em forma de abono até o dia 31 deste mês. Devido ao aumento do percentual mínimo que deve ser gasto durante o ano com o magistério e ausência de reajuste salarial, estados, DF e municípios devem devolver dinheiro não utilizado aos educadores. Preencha os campos e veja o resultado em seguida.
Quem tem carga horária menor receberá menos, R$ 12.400. Benefícios desse tipo estão sendo anunciados e pagos em todo o Brasil e são obrigatórios, caso um prefeito ou governador não tenha gasto neste ano o percentual mínimo de 70% do Fundeb com a folha do magistério. Educadores de todas as localidades têm de cobrar do Conselho desse fundo e...
Prefeitos e governadores, principalmente os primeiros, anunciam ações radicalizadas neste mês de dezembro para tentar derrubar o reajuste de 31,3% previsto para o magistério. Em sentido contrário, isto é, em defesa desse aumento, categoria deve também partir para a ação.