Projeto volta para a Câmara e deputados ameaçam retomar a privatização.
A epidemia da violência contra professores, a realidade que muitos fingem não ver
>> De casos isolados, a violência contra docentes evoluiu a uma epidemia silenciosa que ameaça não apenas a integridade física e emocional desses profissionais, mas também o próprio futuro da educação.
>> Categorias: Educação, Piso do Magistério
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>> Por Vânia M Cortês / A sala de aula, que deveria ser um espaço de aprendizado, respeito e diálogo, tem se transformado em um campo de tensão e medo. De casos isolados, a violência contra professores evoluiu a uma epidemia silenciosa que ameaça não apenas a integridade física e emocional desses profissionais, mas também o próprio futuro da educação
A realidade que muitos fingem não Ver
Insultos, ameaças, agressões físicas e psicológicas. Em escolas públicas e particulares, professores enfrentam diariamente situações que ultrapassam qualquer limite de tolerância. Muitos são humilhados diante de alunos, filmados e expostos nas redes sociais, tratados como inimigos dentro do ambiente em que deveriam ser autoridades do conhecimento. O mais alarmante é o silêncio. A sociedade, acostumada a normalizar a violência, parece não se chocar mais. Quando um professor é agredido, o caso vira notícia por um dia e logo é esquecido. Mas para quem vive isso, as marcas permanecem — no corpo, na mente e na vocação.
O preço da desvalorização
A violência contra professores não surge do nada. Ela é o reflexo direto da desvalorização histórica da profissão. Quando o educador é tratado como descartável, quando seus salários são baixos, suas condições de trabalho precárias e sua autoridade constantemente questionada, abre-se espaço para o desrespeito e a agressão.
A falta de apoio institucional agrava o problema. Muitos professores, ao denunciarem casos de violência, são desencorajados, culpabilizados ou simplesmente ignorados. O medo de retaliação e a ausência de políticas de proteção fazem com que inúmeros casos sequer sejam registrados.
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O impacto na educação e na sociedade
Um professor agredido é um símbolo de uma sociedade doente. A violência dentro das escolas destrói o ambiente de aprendizado, gera medo entre os profissionais e desmotiva quem ainda acredita na educação como ferramenta de transformação. Jovens crescem sem referências de respeito e empatia, reproduzindo comportamentos agressivos que se perpetuam fora dos muros escolares.
Quando o professor perde a voz, a educação perde o sentido. E quando a educação perde o sentido, o futuro se torna refém da ignorância.
Caminhos para romper o ciclo
Enfrentar a violência contra professores exige ação imediata e coletiva. É preciso implementar políticas de proteção efetivas, garantir apoio psicológico e jurídico aos profissionais, e promover campanhas de conscientização que resgatem o respeito pela figura do educador. A escola deve ser um espaço seguro — para ensinar, aprender e conviver.
Mais do que isso, é urgente reconstruir a imagem social do professor. Valorizar sua autoridade, reconhecer sua importância e investir em sua formação e bem-estar são passos fundamentais para restaurar a dignidade da profissão.
A violência contra professores é um grito de alerta que não pode mais ser ignorado. Cada agressão é uma ferida aberta na educação, um retrocesso coletivo. Proteger o professor é proteger o conhecimento, a civilização e o futuro. O silêncio não pode ser a resposta — é hora de transformar indignação em ação.
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Tendência é fazerem o mesmo na votação que ocorrerá hoje no Senado.
Delegado, capitão, coronel, general, sargento e 'doutor', tudo votou pela privatização do Fundeb
Eles usam a patente ou o termo 'doutor' quando se inscrevem nos tribunais eleitorais para impressionar eleitores incautos. No geral, só votam a favor dos interesses deles mesmos e contra o povo. Veja abaixo lista com os nomes da turma.
O chamado "centrão" e todos os partidos de direita votaram maciçamente para privatizar o Fundo. Maioria do PDT e PSB votou com a esquerda, mas alguns capitularam e seguiram a 'direitona'.
"Se não for contido, Bolsonaro deixará magistério em estado de terra arrasada", diz pesquisador
"Não há bom futuro para a escola pública e seus profissionais se Bolsonaro continuar na Presidência do País"
Dispositivo é resultado de emenda ao novo Fundeb apresentada pela deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC) e vale para a educação básica pública de estados e municípios.
Dentre os que prometem lutar para reverter a privatização estão os senadores Jean Paul Prates (PT-RN), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Paulo Rocha (PT-PA) e Paulo Paim (PT-RS).
"Privatização do Fundeb para nós é igual Covid-19, pois também mata", diz docente em Carta Aberta
"Enquanto a Covid-19 mata em questão de dias ou semanas, a privatização do Fundeb vai matar lentamente, pois vai piorar de tal maneira as condições de vida dos professores das redes públicas, que muitos estarão mortos em vida. E não pensem que é exagero", diz a educadora.
Isto é um mau sinal, pois a regulamentação que privatizou o Fundo na Câmara será também votada pelo senadores na próxima semana. O presidente da CE já antecipou seu voto.









