Montante é dos precatórios do Fundef ganhos na Justiça por estados e municípios. Verba — que o governo quer protelar — é para ser paga a título de indenização aos educadores.
A epidemia da violência contra professores, a realidade que muitos fingem não ver
>> De casos isolados, a violência contra docentes evoluiu a uma epidemia silenciosa que ameaça não apenas a integridade física e emocional desses profissionais, mas também o próprio futuro da educação.
>> Categorias: Educação, Piso do Magistério
Faça uma assinatura solidária, acesse sem restrições todo o conteúdo do site e ajude a mantê-lo. Temos custos. Apenas R$ 19,90/ano!
Ou pague no pix (recomendável, vem integral):
Pix: apoie@deverdeclasse.org
Caso não queira assinar, deixe uma contribuição de qualquer valor. Apenas pix.
>> Por Vânia M Cortês / A sala de aula, que deveria ser um espaço de aprendizado, respeito e diálogo, tem se transformado em um campo de tensão e medo. De casos isolados, a violência contra professores evoluiu a uma epidemia silenciosa que ameaça não apenas a integridade física e emocional desses profissionais, mas também o próprio futuro da educação
A realidade que muitos fingem não Ver
Insultos, ameaças, agressões físicas e psicológicas. Em escolas públicas e particulares, professores enfrentam diariamente situações que ultrapassam qualquer limite de tolerância. Muitos são humilhados diante de alunos, filmados e expostos nas redes sociais, tratados como inimigos dentro do ambiente em que deveriam ser autoridades do conhecimento. O mais alarmante é o silêncio. A sociedade, acostumada a normalizar a violência, parece não se chocar mais. Quando um professor é agredido, o caso vira notícia por um dia e logo é esquecido. Mas para quem vive isso, as marcas permanecem — no corpo, na mente e na vocação.
O preço da desvalorização
A violência contra professores não surge do nada. Ela é o reflexo direto da desvalorização histórica da profissão. Quando o educador é tratado como descartável, quando seus salários são baixos, suas condições de trabalho precárias e sua autoridade constantemente questionada, abre-se espaço para o desrespeito e a agressão.
A falta de apoio institucional agrava o problema. Muitos professores, ao denunciarem casos de violência, são desencorajados, culpabilizados ou simplesmente ignorados. O medo de retaliação e a ausência de políticas de proteção fazem com que inúmeros casos sequer sejam registrados.
Artigo continua
O impacto na educação e na sociedade
Um professor agredido é um símbolo de uma sociedade doente. A violência dentro das escolas destrói o ambiente de aprendizado, gera medo entre os profissionais e desmotiva quem ainda acredita na educação como ferramenta de transformação. Jovens crescem sem referências de respeito e empatia, reproduzindo comportamentos agressivos que se perpetuam fora dos muros escolares.
Quando o professor perde a voz, a educação perde o sentido. E quando a educação perde o sentido, o futuro se torna refém da ignorância.
Caminhos para romper o ciclo
Enfrentar a violência contra professores exige ação imediata e coletiva. É preciso implementar políticas de proteção efetivas, garantir apoio psicológico e jurídico aos profissionais, e promover campanhas de conscientização que resgatem o respeito pela figura do educador. A escola deve ser um espaço seguro — para ensinar, aprender e conviver.
Mais do que isso, é urgente reconstruir a imagem social do professor. Valorizar sua autoridade, reconhecer sua importância e investir em sua formação e bem-estar são passos fundamentais para restaurar a dignidade da profissão.
A violência contra professores é um grito de alerta que não pode mais ser ignorado. Cada agressão é uma ferida aberta na educação, um retrocesso coletivo. Proteger o professor é proteger o conhecimento, a civilização e o futuro. O silêncio não pode ser a resposta — é hora de transformar indignação em ação.
Envie também seu artigo para: contato@deverdeclasse.org
Receba atualizações:
Faça uma assinatura solidária, acesse sem restrições todo o conteúdo do site e ajude a mantê-lo. Temos custos. Apenas R$ 19,90/ano!
Pague no pix (recomendável, vem integral):
Pix: apoie@deverdeclasse.org
Caso não queira assinar, deixe uma contribuição de qualquer valor. Apenas pix.
Receba atualizações:
Mais recentes do tópico Educação:
Em todo o País, retorno às escolas foi precipitado, pois não há condições sanitárias adequadas com vistas a proteger a comunidade escolar.
Já existe um projeto sobre isso. Especialista diz que medida poderia evitar que recursos do Fundeb sumissem pelos ralos da burocracia de estados e municípios.
Votação foi em primeiro turno. Apesar do aspecto positivo em relação ao Fundeb, Pec 13/21 dá calote na educação.
Segundo o deputado Merlong Solano (PT-PI), estudo foi feito com 35 países membros e mais 8 convidados, incluindo o Brasil.
Proposta do deputado Kim Kataguiri foi bastante criticada nas redes sociais, sobretudo na área do magistério.
Projeto de Lei de cunho liberal estava agendado para análise hoje na Câmara. Se aprovado, vai contribuir para desempregar muitos profissionais humildes da educação, em particular das escolas públicas.
Fala de deputada do Novo sugere que professores das escolas públicas de todo o Brasil são vagabundos
"Mesmo depois de vacinados; mesmo depois de protocolos a serem seguidos, as escolas não voltam. As escolas públicas, um ano e meio fechadas; isso não tem justificativa; isso é um absurdo", diz Adriana Ventura (Novo-SP), em sessão da Câmara sobre a Pec 32.
Em vez de superlotar salas de aula, o correto é exigir turmas menores, para que os docentes e os alunos possam desenvolver de forma mais adequada o ensino-aprendizagem.






