Fala de deputada do Novo sugere que professores das escolas públicas de todo o Brasil são vagabundos

15/09/2021

"Mesmo depois de vacinados; mesmo depois de protocolos a serem seguidos, as escolas não voltam. As escolas públicas, um ano e meio fechadas; isso não tem justificativa; isso é um absurdo", diz Adriana Ventura (Novo-SP), em sessão da Câmara sobre a Pec 32.

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Para defender a Reforma Administrativa do presidente Bolsonaro, Adriana Ventura (Novo-SP) ataca os educadores. Foto/reprodução.
Para defender a Reforma Administrativa do presidente Bolsonaro, Adriana Ventura (Novo-SP) ataca os educadores. Foto/reprodução.

Educação | Em discurso raivoso, covarde e, acima de tudo, mentiroso, a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) atacou os profissionais do magistério — em particular os professores, ao insinuar que os mestres são vagabundos. Fato ocorreu na sessão de ontem (14) da Câmara, que tratou da Reforma Administrativa Pec 32  do governo Bolsonaro.

Desconsiderando que os educadores nunca deixaram de trabalhar por causa da pandemia de Covid-19, uma vez que passaram a atuar de forma remota, essa parlamentar — para agradar Bolsonaro — não hesitou em destilar seu ódio e dizer:

"Mesmo depois de vacinados; mesmo depois de protocolos a serem seguidos, as escolas não voltam. As escolas públicas, um ano e meio fechadas; isso não tem justificativa; isso é um absurdo." 

Absurdo é essa deputada receber rios de dinheiro e regalias para mentir na Câmara.

Educadores não são vagabundos 

Mesmo na pandemia, os profissionais do magistério continuaram a trabalhar. Se as escolas tiveram que ser fechadas, foi por questões sanitárias e ordens de prefeitos e governadores. Os educadores não ficaram em casa porque são vagabundos, como essa deputada quer fazer a população acreditar. 

Após o anúncio, veja a fala completa da parlamentar e o vídeo.

O ataque de Adriana Ventura aos professores e demais profissionais da educação

De forma raivosa e mentirosa, a parlamentar diz:

"O Brasil tá no ranking da vergonha da educação; essa pandemia mostrou que educação não é prioridade nesse País. Todos viram: um ano e meio aqui sem aulas; eu tô falando de aluno de escola pública. Aí as pessoas falam: Ah! Nós estávamos defendendo a vida. Não! Não estávamos defendendo a vida. Nós estávamos... Sim, mesmo depois de vacinados; mesmo depois de protocolos a serem seguidos, as escolas não voltam. Então, que serviço é esse? O que que deve pensar uma mãe que manda um filho pra escola? Adoraria ter que sair pra trabalhar e não tem onde deixar o filho. As escolas públicas, um ano e meio fechadas; isso não tem justificativa; isso é um absurdo." 

Após o anúncio, veja o vídeo.

Assista:

  • 1h42min10s - Início. Adriana Ventura diz que defende o servidor, mas começa a falar da necessidade da Pec que o ataca.
  • 1h44min8s - Ínício do ataque à educação.
  • 1h44min50s: Final do ataque à educação e a seus profissionais

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