Governadores comemoram em suas tocas a condenação

12/09/2025

Para Tarcísio, Caiado & Cia, Bolsonaro preso é chance real de concorrer à presidência com pelo menos sonho de vitória

PROCURAR

Foto/reprodução.

Política / Conforme previsto, Bolsonaro e mais seis réus receberam penas elevadas sugeridas por Alexandre de Moraes e devem passar alguns aninhos na cadeia. No caso do genocida, são 27 anos, três meses e multa. 

Tristezas, ratos e comemorações

Tem gente triste? Sim. Tem gente muito triste? Sim. Tem gente comemorando? Sim, milhões, entre os quais os cinco principais governadores que sonham com o apoio direto do mito em 2026. Para Tarcísio de Freitas (SP), Ronaldo Caiado (Goiás), Romeu Zema (Minas Gerais), Ratinho Júnior (Paraná) e Jorginho Melo (Santa Catarina) — prisão de Jair Bolsonaro significa a chance real de disputar a presidência com pelo menos o sonho de ganhar de Lula. Eles não podem é admitir isso publicamente, claro. Por isso, comemoram em suas tocas. É como disse o Carlos Bolsonaro, o 'Carluxo": não passam de ratos! E está certo.

Leia também:

Siga e receba atualizações

Mais recentes...

Requerimento de autoria dos deputados Rogério Correia (PT-MG) e Lídice da Mata (PSB-BA) foi aprovado na Comissão de Educação da Câmara. Escândalo é gravíssimo e já levou inclusive à queda do ministro Milton Ribeiro, que confessou agir a mando de Jair Bolsonaro.
Advogado explica que rateio ou abono do Fundeb nada mais é que dinheiro que deveria ser pago como salário aos educadores. Por conta de manobras e compressão salarial, gestores podem vir a aplicar antes do final do exercício.
Jurista explica que o Art. 2º da lei do piso diz que a União também é obrigada a pagar as corrreções salariais. Neste caso, para os professores que atuam na Educação Básica nos institutos federais e escolas agrícolas. O governo Bolsonaro deveria pagar e dar o exemplo. No entanto, fala em reajuste de apenas 5% para os servidores.
Dados da Secretaria do Tesouro Nacional e do Banco do Brasil mostram tendência de crescimento nas verbas do FPM e Fundeb, fenômeno que vem desde janeiro de 2021. Prefeitos e governadores podem perfeitamente, por exemplo, hornar reajustes salariais para o funcionalismo, em particular em relação ao índice de 33,23% do magistério.
Tabela comparativa mostra como o Projeto de Lei que prevê mudança no cálculo anual da correção salarial dos professores traz enormes desvantagens aos mesmos. Se já estivesse em vigor, este ano prejuízo seria superior a 23%.