Especialista diz que reajuste previsto para o magistério em 2022 não é alto e pode ser pago

16/10/2021

"Descontada a inflação e o aumento zero em 2021, correção salarial do professor fica dentro da média possível de ser paga, tendo em vista também a boa majoração de recursos."

Prefeitos e governadores têm condições de cumprir piso do magistério em 2022. Imagem: aplicativo Canva.
Prefeitos e governadores têm condições de cumprir piso do magistério em 2022. Imagem: aplicativo Canva.

Educação | Segundo o economista Luiz C P Neto, consultado pelo Dever de Classe, é perfeitamente possível a estados e municípios cumprir o reajuste previsto para o magistério em 2022, cujo índice já definido em Portaria Interministerial é 31,3%. Luiz neto diz que: "Descontada a inflação e o aumento zero em 2021, correção salarial do professor fica dentro da média possível de ser paga, tendo em vista também a boa majoração de recursos." Após o anúncio, ele dá mais detalhes sobre a questão.

Por que o senhor diz que prefeitos e governadores podem pagar 31,3% de reajuste para os professores em janeiro de 2022?

Não sou é que digo. São os números. Em primeiro lugar, é preciso esclarecer que este ano não teve reajuste para o magistério. Estava previsto cerca de 6% de correção e o governo Bolsonaro abortou. Também é preciso considerar que a inflação estimada para este ano é de aproximadamente 12%. Só aí já temos perdas de 18% para a categoria. Se descontarmos isso dos 31,3% previstos, sobram 13,3%. Em economia, isto é o que vale. E neste caso, prefeitos e governadores podem pagar.

E eles têm dinheiro para isso? (Ver resposta, após o anúncio).

Claro que têm! Acabou de ser aprovado um ganho adicional bilionário no FPM para os municípios. As verbas do Fundeb cresceram, assim como também a complementação da União relativa a esse fundo também cresceu de forma significativa. Com a vacinação em massa contra a Covid, a economia volta cada vez mais ao ritmo normal de crescimento, o que implica em mais recursos para o setor público, no qual se inclui a Educação. Prefeitos e governadores não têm desculpas para não pagar. Em primeiro de janeiro, os 31,3% devem ir para os contracheques dos educadores. É lei. Não há o que discutir. E, reitero, esses 31,3%, na prática vão significar mesmo só os 13,3%, visto o que já expliquei na resposta anterior. Não pagam se não quiserem.

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