Ao investigar as raízes do problema, torna-se evidente que a agressão não nasce do vazio, mas sim de uma convergência complexa de fatores individuais, relacionais e estruturais
Três projetos aptos a votação no Congresso atacam duramente o piso do magistério, diz jurista
Contrárias até ao STF, trio de medidas são exigências de prefeitos e governadores, e agora encontraram apoio também do presidente Bolsonaro e ministro da Economia Paulo Guedes.
Publicidade

Educação | Tramitam na Câmara e Senado três projetos que atacam de forma direta o piso do magistério, as escolas públicas e a jornada extraclasse dos professores. Contrárias até ao STF, trio de medidas são exigências de prefeitos e governadores, e agora encontraram apoio também do presidente Bolsonaro e ministro da Economia Paulo Guedes. Após o anúncio, o jurista Flávio P N Costa, consultado pelo Dever de Classe, fala de forma didática sobre essas três políticas e o perigo que representam para os educadores
Relacionadas:
- PL exclui dispositivo e jornada em sala de aula do professor pode aumentar
- Jurista explica os seis pontos principais do PL que cria o "novo" piso nacional do magistério
- Deputado pede aprovação urgente de projeto que revoga lei do Piso Nacional do Magistério
- Manobra para acabar piso nacional dos professores é derrotada na Câmara
- Advogado explica por que piso nacional dos professores deve crescer no mínimo 12,5% em janeiro de 2022
- Reajuste do Piso do Magistério para 2022 é de 12,5%, e pode crescer ainda mais
Quais são os três projetos em vias de aprovação no Congresso desfavoráveis aos professores?
Dois tramitam na Câmara e um no Senado e podem ser aprovados ainda este ano.
Fale de forma rápida sobre cada um, separadamente...
O primeiro é o Projeto de Lei 3.776/08. Tramita na Câmara e acaba o reajuste do piso do professor pelo mesmo índice do custo aluno e introduz apenas a inflação oficial como correção anual para o magistério público. Na prática, rebaixa os reajustes do educador. Em 2022, por exemplo, está previsto aumento de 12,5% de aumento. Se esse PL for aprovado, reajuste cai para cerca de 7%, estimativa oficial de inflação para este ano.
E os outros dois? (Ver após anúncio).
Um outro projeto é o PL nº 2.075/2021, que também tramita na Câmara e contraria até decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). De autoria do deputado Hildo Rocha (MDB-MA), essa medida é mais radical e simplesmente revoga a Lei Federal 11.738/2008, que instituiu o piso nacional dos professores. Se for aprovado, acaba o reajuste pelo custo aluno e a jornada extraclasse dos docentes. Ou seja, o professor não terá mais ganho real de salários e poderá ter mais aulas em sua jornada semanal de trabalho.
O terceiro projeto é a Pec 13/2021. Tramita no Senado e é de autoria do senador Marcos Rogério (DEM-RO). Medida desobriga a União, Distrito Federal, estados e municípios da aplicação de percentuais mínimos de suas receitas na manutenção e no desenvolvimento do ensino, no exercício de 2020, por conta da pandemia de Covid-19. Na prática, se aprovado, retira dinheiro das escolas públicas e dos profissionais do magistério. E poderá ser copiado todo ano, pois prefeitos, governadores e presidente da república são especializados em inventar crises.
Compartilhe e curta abaixo nossa página no Facebook, para receber atualizações sobre este tema.
Faça uma pequena doação de um valor qualquer para que possamos continuar a manter este site aberto. Caso não possa ou não queira colaborar, continue a nos acessar do mesmo jeito enquanto estivermos ativos. Gratos.
Doar com PagSeguro
Curta nossa página e receba atualizações sobre este tema!
Mais recentes sobre educação...
A polêmica sobre se coordenador pedagógico deve assumir sala de aula quando o(a) professor(a) falta
O embate sobre essa rotina caótica escancara feridas antigas nas escolas, sobretudo nas públicas, e gera um verdadeiro cabo de guerra entre quem está na linha de frente da docência e quem gerencia o espaço escolar
O Estado brasileiro passará o bastão para a iniciativa privada, permitindo uma gestão eficiente de institutos e universidades federais, voltada para resultados e livre de amarras sindicais e ideológicas
Apesar da unanimidade científica sobre a centralidade da Educação Infantil, o sistema educacional opera sob uma lógica paradoxal e invertida: quanto mais jovem a criança, menor costuma ser o investimento por aluno e pior a remuneração de seu professor
Com forte expansão, Lula revolucionou o acesso a universidades e institutos federais no Brasil
Até o início dos anos 2000, o cenário do ensino superior e técnico federal no Brasil era marcado por uma forte limitação e concentração geográfica; com Lula (PT), realidade mudou significativamente
Para mim, assim como para milhares de jovens do Brasil profundo, as portas do conhecimento avançado pareciam permanentemente trancadas, até que surgiu Luiz Inácio Lula da Silva como presidente do Brasil e tudo mudou para melhor





