Sete bandeiras muito caras aos profissionais da Educação
Reajuste anual do piso, data-base, plano de carreira, climatização das escolas, segurança, concurso público e merenda escolar de qualidade; ninguém pode abrir mão
Compartilhar

Redação Dever de Classe. Atualização: 26/04/2025, às 10:50

APOIE O DEVER DE CLASSE!pix@deverdeclasse.orgMais opções bancárias

elo menos sete bandeiras são muito caras aos profissionais da Educação, professores e todos os demais. E também aos próprios alunos. Na última quarta-feira (23), durante mobilização nacional em defesa do ensino público, elas foram muito bem explicitadas, através de imagens, inclusive. São elas:
- Reajuste anual do piso
- Data-base
- Plano de carreira
- Climatização e melhoria geral das escolas
- Fim da violência nos estabelecimentos de ensino
- Concurso público e fim das privatizações
- Melhoria da merenda escolar
A seguir, confira com mais detalhes todas elas e compartilhe com seus colegas de redes sociais, caso concorde.
Siga nossos canais e receba atualizações
Assembleia de professores municipais do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Bandeiras que nenhum profissional da Educação pode deixar para segundo plano

1. Reajuste anual do Piso Nacional do Magistério
Desde 2010, quando o piso nacional da categoria passou a ser reajustado pelo mesmo índice de crescimento do custo-aluno, garantir tal correção salarial tem sido para os professores e demais profissionais do magistério uma das principais lutas. Por conta desse reajuste, muitos docentes conquistaram uma remuneração melhor, conforme se pode ver no link abaixo:
Há, no entanto, muitos prefeitos e governadores caloteiros, que burlam a lei do piso. Por isso, é fundamental não baixar a guardar e lutar.
Ainda sob este aspecto, é crucial lutar também pela criação do Piso Nacional dos Funcionária de Escolas. Leia mais sobre isso no link abaixo:

2. Data-Base
Um outro ponto fundamental, sobretudo para os professores, é a questão da data-base. Pela lei do piso, reajuste obrigatório é em primeiro de janeiro. É o que reza a legislação. Muitos prefeitos e governadores, contudo, enrolam e, quando pagam, já estamos de março para frente. No caso dos que não cumprem logo no primeiro dia do ano, pagamento tem de ser retroativo a tal data.
Sobre tal questão, o ministro Camilo Santana falou recentemente que vai enviar um projeto ao Congresso Nacional para mudar a data-se para o meio do ano. Leia sobre isso nos links abaixo:

3. Plano de Carreira
Como se vê na imagem, manifestantes denunciam que "professor da Seduc de Tocantins tem a pior carreira do estado". Não é só neste estado, no entanto, que o Plano de Carreira não é bom. A regra é quase unânime em todo o Brasil. Lutar por um Plano de Carreira decente é outra luta fundamental dos profissionais da Educação. Na verdade, é a mais importante, pois se o plano for ruim, não há possibilidade de ascensão salarial consistente, mesmo se o prefeito ou governador cumprir os reajustes do piso do magistério ou dos funcionários, quando for aprovado.

4. Climatização e melhoria geral das escolas
O cartaz do estudante de Pernambuco serve para todo o Brasil. A maioria das nossas escolas públicas permanecem sem climatização e com várias outras deficiências, inclusive sanitárias. É horroroso e desgastante trabalhar em ambientes assim, pois isso contribui para o aumento do estresse e adoecimento ainda maior dos professores e dos próprios alunos. Ninguém deve baixar a guarda em relação a isso.
Leia também:

5. Fim da violência nos estabelecimentos de ensino
A violência no interior das escolas é um dos problemas mais sérios que os professores enfrentam em todo o Brasil. Casos envolvem desde xingamentos, tapas a assassinatos de educadores. Exemplo estarrecedor a esse respeito aconteceu este ano em Caxias do Sul (RS), onde três adolescentes (dois meninos, de 15 e 14 anos, e uma menina, de 13 anos) esfaquearam uma docente dentro de uma escola municipal. Outro caso recente (2023), ocorreu na escola estadual Thomazia Montoro, cidade de São Paulo. Um aluno de 13 anos matou a facadas uma professora. É preciso livrar as escolas desse terror.
Leia também:

6. Concurso público e fim das privatizações
Outra bandeira muito cara aos profissionais do magistério, principalmente para os professores, é a luta pela realização de concursos públicos e freio geral nas privatizações. Sem isso, escolas deixam de ser públicas, o que destoa do caráter próprio delas. Com isso, mobilizações se enfraquecem, pois terceirizados ficam inibidos na hora das lutas, sem contar que os salários pagos são inferiores aos dos efetivos.
Leia também:

7. Melhorar merenda escolar
Outra bandeira primordial para as escolas públicas é a questão da merenda escolar. Aluno mal alimentado tem mais dificuldades para aprender. É preciso extinguir o cardápio à base de "sucos" e "biscoitos" artificiais, que na prática nem são sucos e nem biscoitos, e sim produtos tóxicos que só servem para envenenar os estudantes e todos os das escolas que os consomem diariamente. Merenda escolar tem de ser à base de frutas, verduras, legumes e outros alimentados selecionados e saudáveis.
Leia também:
Compartilhar
APOIE O SITE!
- pix@deverdeclasse.org
- Mais opções bancárias
Mais recentes sobre Educação:
Urgente | Parlamentar denuncia corte drástico de verbas da educação! Assista e compartilhe...
Além do corte previsto de 23% para 2019, Valente denuncia também que o Orçamento do MEC encolheu de R$ 105 bilhões em 2014 para R$ 92 bilhões em 2017. Só a educação básica perdeu 22% em seus recursos
Novo Ensino Médio é reducionista, excludente e muito prejudicial a alunos e professores, por isso lei que o criou deve ser revogada, diz um dos maiores especialistas em educação do País
Infâmia | Prefeito tucano zera contracheque de professora grevista! Leia e compartilhe...
Desconto foi de R$ 4.624,45. Educadora ficou com apenas R$ 58,45. Medida, além de infame e criminosa, é proibida pelo STF.
Banco do Brasil | Governos receberam dezenas de milhões do Fundeb em junho! Ver Tabela Geral!
São Paulo levou mais de R$ 1,4 bi. Pernambuco, quase R$ 200 milhões. E o Piauí, o mais pobre do País, ultrapassou os R$ 80 milhões. É muito dinheiro e pouca ou quase nada valorização do magistério
Ministra pediu urgência no cancelamento do reajuste dos educadores, sob o argumento de que o mesmo traz 'grave 'lesão' aos cofres públicos
O primeiro passo é checar o que diz o plano de carreira do professor. Isto pode ser feito facilmente, através do sindicato da categoria ou de um advogado particular. A partir daí uma ação judicial pode ser iniciada com sucesso
Veja ao final da matéria infográfico com o que daria para fazer com tanto dinheiro









