Que absurdo! Governador proíbe merenda escolar aos professores! Leia e compartilhe...

09/02/2019
Imagem ilustrativa, não representa a merenda servidas nas escolas estaduais do Mato Grosso. Arquivos Dever de Classe.
Imagem ilustrativa, não representa a merenda servidas nas escolas estaduais do Mato Grosso. Arquivos Dever de Classe.

Governador editou um pacotaço de maldades contra o funcionalismo, que agora ameaça Greve Geral. Corte da merenda é represália para tentar enfraquecer o movimento

Educação | Era só o que faltava! Além de historicamente pagar salários muito baixos aos professores, o Estado do Mato Grosso — através do governador Mauro Mendes (DEM) — quer agora proibir os docentes até de ter acesso à merenda escolar. É mais um ato de perseguição aos educadores do país. Continua, após o anúncio.

Para proibir a merenda, Mendes vetou o Projeto de Lei nº 87/2016, que propunha acesso dos professores e demais servidores da educação ao lanche diário servido nas escolas. Medida, segundo o portal PN Notícias, seria uma represália contra a paralisação de advertência marcada pelos educadores para o dia 12 próximo.

Que coisa feia, governador, cortar merenda escolar dos professores. Foto: internet
Que coisa feia, governador, cortar merenda escolar dos professores. Foto: internet

Arrocho

Segundo matéria do Sintep-MT, sindicato que representa a categoria, o governador Mauro Mendes criou um "pacote de maldades" para piorar ainda mais a vida dos profissionais do magistério. Pacotaço prevê arrocho salarial e cortes de direitos. Por isso, a paralisação de advertência.


Greve Geral

A partir da paralisação do dia 12, servidores poderão desencadear uma Greve Geral em todo o Estado. Mobilizações já estão sendo feitas neste sentido. Como se vê, talvez o governador seja obrigado a comer a merenda dos servidores para ter condições de enfrentar o movimento.

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Professora diz que, mesmo com reajuste de 33,23%, não está fácil pagar gasolina a quase R$ 10,00 e gás de cozinha em torno de R$ 140,00. Educadora pede que o presidente faça alguma coisa para resolver o problema.
Dados da Secretaria do Tesouro Nacional e do Banco do Brasil mostram tendência de crescimento nas verbas do FPM e Fundeb, fenômeno que vem desde janeiro de 2021. Prefeitos e governadores podem perfeitamente, por exemplo, hornar reajustes salariais para o funcionalismo, em particular em relação ao índice de 33,23% do magistério.
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