O que se vê é o completo desrespeito por parte de governadores e prefeitos ao objetivo-alvo da lei do piso e, com isso, a tal sonhada valorização docente fica a cada dia mais distante
O Perfume. O mais espetacular desfecho da história da ficção
Adaptado para o cinema, obra do escritor alemão Patrick Süskind consegue surpreender em seu final até o mais experiente dos expectadores
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erfume — A História de um Assassino — é um romance do escritor alemão Patrick Süskind. O enredo se passa na França do século XVIII, anos antes da famosa Revolução que marcou este país, e conta a história de Jean-Baptiste Grenouille, um jovem que nasceu de forma deplorável em um fétido mercado parisiense de peixes.
Além de nascer na mais completa miséria, Grenouille veio ao mundo com duas características incomuns: não tinha qualquer odor, cheiro, o que o tornava insignificante para as demais pessoas. Por outro lado, possuía o olfato mais apurado que jamais outro ser humano algum dia já teve nesta vida.
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O livro — que virou bestseller e vendeu milhões de cópias — foi publicado em 1985 e adaptado para o cinema em 2006. As duas versões são longas e, sobretudo na tela, a narrativa chega a ser arrastada, meio cansativa.
Quem consegue ir até o final, contudo, é presenteado com o desfecho mais espetacular — literalmente — da história da ficção. As cenas, surpreendentes, só são comparáveis a grandes eventos, onde algum superstar se confunde com Deus, devido à tamanha capacidade de hipnotizar uma multidão.
O alto grau de espetacularidade do desfecho de O Perfume se dá a partir do encarceramento e condenação de Grenouille à execução sumária em praça pública. Sem direito a qualquer tipo de clemência ou defesa, seu corpo seria desconjuntado a golpes de porrete por um carrasco brutamontes, até que morresse com os olhos virados para o sol. Motivo: o moço assassinara várias belas jovens, para extrair-lhes seus odores e formar um perfume mágico e único para si, capaz de levar as demais pessoas ao êxtase.
No dia da execução, como em todo grande espetáculo, um enorme aglomerado de pessoas se postou desde cedo no lugar, em busca de uma visão melhor das cenas ao vivo de barbárie que iriam acontecer. Padres, juízes, freiras, donas de casa, velhos, pequenos vendedores de bugigangas e comida... Ninguém queria perder o justiçamento do perigoso e frio assassino.
Ao ser apanhado por agentes de segurança na cela onde estava, Grenouille pegou a poção mágica que criara e passou algumas gotinhas levemente em seu pescoço. Tudo começou a mudar a partir daí. Os guardas amoleceram e o levaram, já como um nobre, ao palco onde seria esmagado.
Quando chegou ao local e aproximou-se do brutamontes, este, ante o cheiro do perfume, ajoelhou-se e, cândida e emocionadamente, falou: "Este homem é um anjo. Este homem é inocente".
Grenouille passou então novamente gotas de seu perfume no corpo, embebeu um pouco também em um lenço e o agitou para a multidão. A essa altura, já completamente hipnotizada, a massa gritava — quase em uníssono: "É um anjo! É um anjo!"
Desse ponto em diante, o inimaginável aconteceu. As pessoas, antes iradas de ódio contra o assassino, deixaram de lado ressentimentos e hipocrisias. Padres começaram a transar com freiras, autoridades com subordinados, homens com homens, mulheres com mulheres, jovens com velhos...
Todo mundo se despiu — de forma literal, e certamente foi criada a maior cena de lascívia coletiva da ficção. O perfume — cheiro único de Grenouille — tirou a brutalidade do povo e fez com que, pela primeira vez na vida, ele também fosse visto e sentido como gente.
Na parte 2 do desfecho, Grenouille abandona a cidade e volta para o mesmo local onde nascera. Lá, encontra desvalidos e derrama o resto do perfume no corpo. O que acontece? Leia o romance ou veja o filme você mesmo.
O livro pode ser encontrado facilmente em sites na internet, como Amazon, por exemplo. E o filme está na Netflix.
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