Política | Não se sabe até que ponto é verdade. O fato, contudo, é que nos últimos dias a grande mídia tem especulado sobre Geraldo Alckmin (PSDB) ser vice de Lula (PT) nas eleições de 2022. Notícias apontam inclusive que ideia é do próprio líder maior do Partido dos Trabalhadores.
Fato desagrada grande parte da militância de base do PT e outros ativistas de esquerda que acenam com apoio a Lula no próximo ano. A corrente trotskista Resistência — do PSOL — é uma das que manifestam insatisfação com essa especulada aliança.
Em artigo no site Esquerda Online, Valério Arcary — ex-PSTU e hoje líder da Resistência — dispara: Frente Ampla com Alckmin não é uma tática "genial". É bem por aí. Está certo o seguidor de Leon Trotsky.
Geraldo Alckmin pode até não ser chucro como Bolsonaro, nojento como Doria ou *aldrabão como Sérgio Moro. Mas, ao fim e ao cabo, agiu como unha e carne com todos eles no golpe que derrubou a presidenta Dilma e levou o próprio Lula à prisão.
Ademais, Alckmin é um neoliberal empedernido, adepto de todas as reformas e privatizações que atacam o povo brasileiro, impulsionadas sobretudo após as ascensões de Michel Temer e Bolsonaro ao Planalto. O que acrescentaria de bom num eventual novo governo do PT?
Convidar Alckmin para a chapa petista, em nossa opinião, só serviria para infiltrar um perigoso golpista na cola de Lula, e não é aconselhável levar inimigos para dentro de casa. Não é bom. O que aconteceu com a presidenta Dilma, já deveria servir de exemplo.
Em tempo: de acordo com o priberam dicionário, *aldrabão é o mesmo que BURLÃO, IMPOSTOR, INTRUJÃO, TRAPACEIRO. Sérgio Moro em pessoa.