Desespero | Golpistas propõem aliança PSDB/PT para derrotar Bolsonaro e salvar os tucanos! Leia e compartilhe...

21/05/2018 16:23

"Alguém precisa dizer ao PT e ao PSDB que um não é mais o principal inimigo do outro. O inimigo comum é Jair Bolsonaro, segundo nas pesquisas", diz trecho de proposta publicada no Estadão  

DA REDAÇÃO | Era só o que faltava! Como Geraldo Alckmin (PSDB) — o candidato preferencial dos golpistas — não decola nas pesquisas eleitorais, a direita usou um de seus principais porta-vozes na mídia comercial — Estadão — para, de forma nem tanto sutil, propor uma impensável aliança entre PSDB e PT para as eleições presidenciais de 2018. Não. Não é fake news. A justificativa, como veremos mais abaixo, seria o combate ao inimigo comum de extrema direita desses dois partidos: Jair Bolsonaro (PSL).


Emissária

Para dizer publicamente a PT e PSDB que um não é mais o pior inimigo do outro, os golpistas escalaram Eliane Cantanhêde. Em sua coluna de ontem (20) no Estadão, a reacionária e coxinha jornalista faz uma série de rodeios retóricos, onde tenta induzir os leitores a crer que não há saída em 2018 para o PT fora do PSDB e vice-versa. Na verdade, tenta encobrir que o PSDB — e não o PT — é que está jogado na lama e sem quaisquer perspectivas de vitória nas presidenciais deste ano. (Após o anúncio, trechos da proposta).

Trechos

Logo no primeiro parágrafo do artigo, Cantanhêde, para fazer seu jogo de indução, relembra que PT e PSDB já estiveram próximos, como em 1994, quando, segundo diz, os tucanos cogitaram aceitar ser vice de Lula. Depois, continua, esses partidos se afastaram, começaram a se odiar e se esfacelaram, o que, segundo ela, jogou a política brasileira no fundo do poço, abriu caminho para legendas oportunistas e, agora, chances para candidatos de extrema direita, como Jair Bolsonaro. Veja:

"Como a política brasileira chegou a esse fundo de poço?  Uma das origens está em 1994, quando o PT e o PSDB ficaram muito próximos e, depois, não apenas se separaram como passaram a se odiar. E a se destruir, abrindo espaço para legendas oportunistas... O resultado é o esfacelamento do PT, o imenso desgaste do PSDB, uma indefinição preocupante para outubro e um exército de "coxinhas" e "mortadelas" se atacando irracionalmente pela internet, incapazes de entender que estão entregando o campeonato de bandeja para os reais inimigos." Com tal introdução, Cantanhêde tenta preparar o espírito do leitor para assimilar que, na verdade que ela e seus chefes ora pregam, PT e PSDB não são os inimigos que pensam que são. Os reais inimigos seriam outros, como Bolsonaro, por exemplo.


Cantanhêde continua:

"A cada petista enroscado na Lava Jato, o PT reage com o mesmo refrão: 'Mas o PSDB....' A cada tucano enrolado, o PSDB reclama: 'Não somos iguais ao PT...'. O PT só pensa no PSDB, o PSDB só pensa no PT. Enquanto isso, o inimigo comum Jair Bolsonaro é o segundo nas pesquisas, o ex-PDS Ciro Gomes se lança como esquerda e cisca à direita e a ex-PT Marina Silva atrai os perplexos." Aqui a emissária vai mais direto e diz que PT e PSDB precisam parar de brigar. Se não pararem, alerta, o inimigo comum Jair Bolsonaro pode se eleger presidente em 2018. Ou então Ciro ou Marina. (Continua, após o anúncio).

Mais

Para tentar persuadir incautos de que PT deve se aliar a PSDB em 2018, Cantanhêde enfatiza, dentre outros pontos, que:

"O grande líder e candidato do PT está preso. No PSDB, o único candidato de "centro" com alguma viabilidade não sai do lugar E o tempo está correndo." Diante desse problemático quadro, só restaria a esses dois partidos uma aliança. É o que está nas entrelinhas.


Por fim

Cantanhêde conclui: "Em algum momento, alguém precisa dizer ao PT e ao PSDB que um não é mais o principal inimigo do outro." Ela própria já disse. Resta saber se algum petista teria coragem de cair numa esparrela dessa envergadura, algo que só favoreceria o PSDB. E nem é preciso expor as razões.

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