"Como alguém com apenas um curso básico vai agir preventivamente em situações de emergências e urgências médicas até que o suporte médico especializado apareça? E se esse suporte demorar?"
Cota de 30% para negros em concursos públicos é aprovada no Senado
O projeto também prevê a reserva de vagas para indígenas e quilombolas, mas não especifica percentual, que deverá ser estabelecido em regulamento
Compartilhar

Redação Dever de Classe. Atualização: 26/04/2025, às 10:50

APOIE O DEVER DE CLASSE!pix@deverdeclasse.orgMais opções bancárias
O Plenário do Senado ratificou nesta quarta-feira (7) a prorrogação por 25 anos da reserva de vagas em concursos públicos para negros. A proposta ainda amplia para 30% o percentual de vagas reservadas, que também atenderão indígenas e quilombolas. O texto agora segue para sanção do Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Como será
De acordo com o texto aprovado, serão reservadas para pessoas negras 30% das vagas disponíveis em concursos públicos e processos seletivos simplificados de órgãos públicos, sempre que forem ofertadas duas ou mais vagas. Quando esse cálculo resultar em números fracionários, haverá o arredondamento para cima se o valor fracionário for igual ou superior a 0,5, e, para baixo, nos demais casos.
Reconhecimento
Serão consideradas pessoas negras aquelas que assim se autodeclararem e apresentarem características que possibilitem seu reconhecimento social como negras. Os editais dos concursos deverão prever processos de confirmação complementar à autodeclaração, observando diretrizes como a padronização de regras em todo o país, a participação de especialistas, o uso de critérios que considerem as características regionais, a garantia de recurso e a exigência de decisão unânime para que o colegiado responsável pela confirmação conclua por atribuição identitária diferente da declaração do candidato.
Em caso de indeferimento
Caso a autodeclaração seja indeferida, o candidato ainda poderá disputar as vagas destinadas à ampla concorrência, exceto se houver indícios de fraude ou má-fé, situação em que será excluído do concurso ou, se já tiver sido nomeado para o cargo, terá a sua admissão anulada.
Continua
Siga nossos canais e receba atualizações

Senador Paulo Paim (PT-RS) é o autor do projeto que também passou pela Câmara. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Indígenas e quilombolas
O projeto também prevê a reserva de vagas para indígenas e quilombolas nos concursos públicos, mas não especifica percentual, que deverá ser estabelecido em regulamento.
Prazo de revisão
Prazo para a lei ser revisada é de dez anos. Paim defendeu acordo em torno disso.
Fonte: Agência Senado
Leia também:
Compartilhar
APOIE O SITE!
- pix@deverdeclasse.org
- Mais opções bancárias
Mais recentes sobre Educação:
Senador Otto Alencar, favorável ao projeto, diz que: "A adoção de tal medida certamente representará perda de poder aquisitivo aos servidores, uma vez que a revisão do piso salarial poderá ser menor que a inflação acumulada no período"
Dia 7 de junho haverá assembleia geral no clube do Sinte-Pi, a partir das 9:00 horas. Na oportunidade, trabalhadoras em educação irão discutir retomada da greve, suspensa em 12 de março último. Governo descumpriu acordo
Sindicato patronal quer corta 1/3 do recesso remunerado de fim de ano. E quer também flexibilizar as férias, que passariam a ser tiradas em três períodos. Reforma do Temer garante tudo isso
10,15% | Cármem Lúcia terá que sair de cima do reajuste dos professores! Leia e compartilhe...
"Teve uma trava. A [ministra] Cármem Lúcia sentou em cima e não quer deixar pagar." Se não revertida, decisão será usada também contra educadores de todo o Brasil, já que trata-se de medida vinda do STF
Piso | Professores ameaçam retomar greve caso governo não cumpra dissídio! Leia e compartilhe...
"Caso o governo ouse em não cumprir com o nosso dissídio coletivo, certamente nós trabalharemos o retorno da greve por tempo indeterminado", alerta a professora Paulina Almeida, pres. do Sinte-Pi
Deu na TV | Professor e alunos serão indenizados após assalto em escola! Leia e compartilhe...
Tal iniciativa, se de fato se concretizar, deve servir de exemplo para casos semelhantes que ocorram em todo o País. Se professores e alunos são lesados dentro de uma escola pública, cabe ao governo indenizar as vítimas
Servidores podem recorrer à justiça para renegociar parcelas e até mesmo retirá-las do desconto compulsório no contracheque. Professores estão entre os mais endividados






