10,15% | Cármem Lúcia terá que sair de cima do reajuste dos professores! Leia e compartilhe...

20/05/2018 09:15

"Teve uma trava. A [ministra] Cármem Lúcia sentou em cima e não quer deixar pagar." Se não revertida, decisão será usada também contra educadores de todo o Brasil, já que trata-se de medida vinda do STF

DA REDAÇÃO | Os professores da Rede Estadual de São Paulo ganharam em instâncias da justiça paulista o direito a reajuste de 10,15% em seus salários-base. Decisão visa adequar os ganhos da categoria ao que reza a lei federal 11.738/2008, que instituiu o piso nacional do magistério.

O então governador Geraldo Alckmin (PSDB) recorreu e, no dia 7 deste mês de maio, a ministra Cármem Lúcia - presidente do STF - publicou um esdrúxulo despacho que cancela o direito dos educadores. Para tanto, e sob pressão agora do atual governador Márcio França (PSB), a ministra alegou que o reajuste de 10,15% quebraria o Estado de São Paulo.


Pagamento imediato dos 10,15%

No último dia 18 a APEOSP realizou uma grande Assembleia Geral na capital paulista, onde rechaçou o despacho da ministra Cármem Lúcia, bem como também, obviamente, a atitude do governador Márcio França, que descumpriu agora o que já havia sido decidido pelo Poder Judiciário de São Paulo. 

Os dirigentes sindicais, tendo à frente Isabel Azevedo — a Bebel — anunciaram uma série de medidas para desbloquear os 10,15%, até porque, se não revertida, decisão da ministra poderá ser usada também contra educadores de todo o Brasil, já que trata-se de medida vinda da Suprema Corte do País.


Acampamento na Praça da República

Dentre as ações práticas apontadas pela direção da APEOSP para desbloqueio dos 10,15%, destaca-se: Acampamento, dia 26, na Praça da República. Bebel justifica: 

"Os 10,15% nós já tínhamos vencido, já tínhamos passado por tudo. Mas teve uma trava. A [ministra] Cármem Lúcia sentou em cima e não quer deixar pagar. Então nós vamos lutar para que tenha o pagamento dos 10,15%, por isso nós vamos o nosso acampamento". (Continua, após o anúncio).

Medida visa pressionar publicamente o governador Márcio França e a ministra Cármem Lúcia pelo cumprimento imediato dos 10,15%. Certamente a essa, a APEOSP acrescentará outras ações, inclusive greve geral, se necessário.

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