Efeito Temer | Reforma trabalhista deixa acordo coletivo de professores no prejuízo! Leia e compartilhe...

23/05/2018
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Sindicato patronal quer corta 1/3 do recesso remunerado de fim de ano. E quer também flexibilizar as férias, que passariam a ser tiradas em três períodos. Reforma do Temer garante tudo isso

DA REDAÇÃO | O fim da CLT — também chamado por Michel Temer (MDB) de "reforma trabalhista" — já começa a trazer sérios problemas para os trabalhadores de todo o País. Segundo matéria de hoje (23) da Folha, o acordo coletivo dos professores das escolas particulares de São Paulo poderá ser feito por unidade isolada de ensino, sem intermediação do sindicato, o que enfraquece a luta coletiva dos educadores e favorece os donos das escolas. Isto ocorre porque os patrões, baseados no novo código trabalhista, querem mutilar uma série de acordo já feitos anteriormente.

Segundo Caroline Marchi, sócia do Machado Meyer, um dos maiores escritórios jurídicos do País: "Não se estende mais o acordo antigo quando não há consenso. A convenção perde efeito, e os empregados podem ficar sem os benefícios previstos nela". Ou seja, é só atraso, pois o trabalhador perde o que já estava acordado. (Continua, após o anúncio).

Cortes

No caso dos professores particulares de São Paulo, o Sieesp — sindicato patronal — propôs reduzir o recesso remunerado de fim de ano de 30 para 20 dias, ou seja, perda de 1/3 para o trabalhador. E quer também flexibilizar as férias. O descanso deixaria de ser coletivo e em julho e passaria a ser dividido em três períodos. Se o professor for negociar isso sozinho dentro de uma escola, as chances dele sair vitorioso praticamente não existem.

Tal dispositivo — negociação isolada entre trabalhador e patrão — é um dos principais pontos da reforma que, na prática, acabou com a proteção trabalhista no Brasil. Imagine um professor ou um grupo de professores negociando diretamente com o patrão, sem a intermediação do sindicato! É óbvio que o patrão é mais forte, pois pelas novas regras tem inclusive mais possibilidades de ameaçar demissão sem maiores consequências legais. (Continua, após o anúncio).

Anular os sindicatos de trabalhadores, isolar o empregado, desconsiderar convenção coletiva já acordada... É isso o que Michel Temer e demais golpistas chamam de modernização trabalhista. O pior é que teve muito professor que saiu às ruas para ajudar Temer a ser presidente. 

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