Presidente Bolsonaro quer enviar R$ 4,5 bilhões da Pec dos Precatórios para institutos e universidades federais, escolas cívico-militares, bolsas estudantis e outras áreas da educação. Para os docentes de estados e municípios, donos do dinheiro, só calote mesmo.
Com ou sem Fux, condenação de Bolsonaro já é 100% certa
Única dúvida que há é se ficará na Papuda, em sala da PF, Forças Armadas ou em prisão domiciliar; o excesso de provas condenou o capitão
Ministro do STF Luiz Fux e ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto/reprodução.
- Colabore! Pix: apoie@deverdeclasse.org / Mais opções
Política / Conforme esperado, o ministro do STF Alexandre de Moraes apresentou nesta terça-feira (9) um voto matador contra Jair Bolsonaro e todos os envolvidos na tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Ninguém foi poupado, sejam generais quatro estrelas ou não. Pelo teor da exposição e excesso de provas citadas, penas tendem a ser duríssimas, não menos de 30 anos, podendo chegar a bem mais.
Na mesma linha, Flávio Dino ratificou argumentação do colega, embora tenha anunciado ligeira diferença em relação ao tamanho das penalidades a três dos réus: generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, bem como Alexandre Ramagem.
Siga e receba atualizações
Fux, a "esperança" que já nasce morta
Apesar da terça-feira ter tido caráter fúnebre para Jair Bolsonaro et caterva, golpistas ainda alimentam uma última "esperança" para esta quarta (10), quando Luiz Fux apresentará seu voto. A torcida é para que o ministro absolva todo mundo ou amenize nas penas ou peça vista do processo.
Em qualquer das hipóteses, os golpistas serão condenados e presos, pois a ministra Cármen Lúcia e o ministro Cristiano Zanin também seguirão o voto de Alexandre de Moraes. Fux será voto vencido.
No caso de pedido de vista, o velório da turma apenas ficará um tempo a mais na exposição para o Brasil e o mundo. Mas chegará a hora do enterro. Fux é a famosa "esperança" que já nasce morta.
Mais recentes...
Especialista diz que é preciso garantir o rateio do que sobrar do mínimo de 70% das verbas do Fundeb, bem como o reajuste de 31,3% previsto para 2022, aumento este que prefeitos e governadores querem derrubar com agitações em Brasília.
Texto parcela até 2024 o que era para ser pago integralmente em 2022, mas ratifica que 60% dos recursos devem ir para os profissionais do magistério. Matéria vai agora ao Plenário.
Salários do magistério devem ser aumentados para que, no mínimo, 70% dos recursos do Fundeb sejam totalmente absorvidos durante o ano com pagamento de pessoal. É o que determina a atual lei desse fundo. Alternativa imediata é pagar o reajuste de 31,3% previsto para 2022. Melhoria na remuneração é o que legalmente evitará isso que chamam de 'sobras'...
Planos de remuneração e carreira de estados e municípios preveem uma série de direitos ao magistério. Em muitos casos, contudo, vários não são efetivados e boa parte dos educadores ignora a questão. Por isso, todo ano é comum sobrar recursos do Fundeb. É preciso cobrar logo, pois Reforma Administrativa (Pec 32), se aprovada, proíbe vantagens ao...
Majoração de recursos do fundo e outras receitas, como FPM, e menos gastos devido a falta de reajuste para o magistério, contribuem para o superávit de estados e municípios. Tal contexto aponta para abono neste ano ao docente e também reajuste do piso do(a) professor(a) em 2022.
Informações oficiais sobre arrecadação e execução das verbas desse fundo são necessárias para saber se há sobras de recursos, o que pode implicar em atualização de planos de carreira para 2022 ou distribuição de abono ainda neste ano. Sindicatos já começam a cobrar e anunciam mobilização.
Acesso a informações do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior motivaram a reabertura do inquérito. Recente documentário da TV 247 demonstra que tudo não passou de uma farsa comandada por um dos filhos do capitão.
Segundo os próprios ministros do presidente Bolsonaro, chance de aprovação da Pec do Calote no Senado é bastante pequena.
Educação | É falsa a ideia de que o "Piso Nacional do Magistério quebra estados e municípios", como prefeitos e governadores costumam alardear, sobretudo quando se aproxima o mês de janeiro, período em que têm de reajustar esse direito dos professores e do pessoal de apoio à docência.









