Dirigente rebate proposta salarial do governo

09/12/2021

Wellington Dias propõe 8,84% de forma linear para todos os servidores, a partir de maio, para receber em junho. O professor Evandro Santos — dirigente do Sinte-PI — rebate, diz que o magistério tem lei própria e defende percentual de 17,01% para janeiro, equivalente aos índices de 2019 (4,17%) e 2020 (12,84%), não cumpridos pelo governador. Além disso, o líder sindical lembra também que em 2022 a correção do piso nacional está estimada em 31,3%. Santos falou ainda sobre abono do Fundeb para os educadores.


Ato em frente ao Palácio de Karnak, 8/12/2021. No primeiro plano da imagem, professor Evandro Santos, diretor da Secretaria de Especialistas do Sinte-PI. Destaque também para o professor Alborino Teixeira, outro grande lutador do magistério. Foto: Facebook/professor Evandro Santos.
Ato em frente ao Palácio de Karnak, 8/12/2021. No primeiro plano da imagem, professor Evandro Santos, diretor da Secretaria de Especialistas do Sinte-PI. Destaque também para o professor Alborino Teixeira, outro grande lutador do magistério. Foto: Facebook/professor Evandro Santos.

Educação | Em conversa por telefone com o Dever de Classe, o professor Evandro Santos — da Secretaria de Especialistas do Sinte-Pi — fala sobre a proposta salarial apresentada pelo governador Wellington Dias (PT-PI) para os servidores estaduais. Confira, após o anúncio.

A proposta do governador Wellington Dias (PT):

Reajuste linear de 8,84% para todos servidores, ativos e aposentados. Atualização é para maio, para receber em junho. No caso específico do magistério, auxílio-alimentação ficaria mantido. Tal "benefício" foi concedido para compensar — de forma muito rebaixada — reajustes do piso não cumpridos em 2019 e 2020.

A alternativa do professor e dirigente sindical Evandro Santos

Em reunião no Palácio de Karnak (8), o professor defendeu:

  • Manutenção dos 8,84% para os servidores de todas as pastas, exceto Educação. 
  • Santos argumenta que o magistério tem lei própria, a do piso nacional (11.738/2008). Por isso, propõe: (Ver após anúncio).

A proposta do líder sindical para o magistério:

  • 17,01% para janeiro, equivalente aos índices de 2019 (4,17%) e 2020 (12,84%), não cumpridos pelo governador. 
  • Além disso, Evandro Santos lembra ainda que em 2022 a correção do piso nacional está estimada em 31,3%, algo que também têm de ser atendido.
  • O dirigente mostrou ao governo Wellington Dias que, na verdade, somados os reajustes não cumpridos de 2019/2020, e o previsto para 2022, magistério tem 48,31% a receber. 
  • Portanto, mostra o dirigente sindical, índice de 8,84% prometido pelo governador — para recebimento em junho — está muito longe de atender ao que o magistério tem direito.

Continua, após o anúncio.

R$ 500 milhões

O professor Evandro Santos nos disse ainda que o governo Wellington Dias economizou cerca de R$ 500 milhões nos últimos dois ou três anos. Tal economia é resultado de desconto de 14% no salário dos aposentados e também do não cumprimento do piso do magistério em 2019 e 2020.

Abono do Fundeb

Santos falou ainda sobre abono para os educadores. Neste sentido, disse que o secretário de Educação Ellen Gera reconheceu que há sobras do Fundeb/2021 que poderão ser rateadas com os servidores da ativa, em particular professores e pessoal de apoio à docência. Isto, no entanto, ainda dependerá de novos levantamentos sobre os números desse fundo.

Compartilhe e curta abaixo nossa página no Twitter e Facebook, para receber atualizações sobre este tema. E aproveite também para deixar uma pequena doação ao nosso site.

Ajude com uma pequena doação de qualquer valor. Temos custos a pagar todos os meses e, para manter nossas publicações, precisamos de seu apoio. Se não quiser ou não puder doar, continue a nos acessar do mesmo jeito. Gratos.

Chave para Pix

E-mail: pix@deverdeclasse.org - João R P Landim Nt 

Siga-nos!

Mais recentes sobre educação

Professora Dorinha é presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e diz que não há lacuna para que o percentual de 33,23% não seja cumprido urgentemente, tal como reza a lei 11.738/2008. O Dever de Classe entrou em contato com a assessoria da parlamentar e obteve mais informações sobre as ações que poderão ser feitas.
Educadora diz que "é uma tristeza ver uma professora usar o nome de Deus para defender um presidente satânico e que "se não houver paralisação nacional e luta não haverá aumento de salário nenhum".