Preços de 18 mil medicamentos podem ficar acima de 12% mais caros

07/09/2021 00:15

Alta é consequência da Reforma do Imposto de Renda criada pelo governo Bolsonaro. Medida compromete o SUS e o programa Farmácia Popular, que pode acabar de vez. É o genocida em ação. 

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Bolsonaro e seu vice Mourão: só notícia ruim ao povo. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.
Bolsonaro e seu vice Mourão: só notícia ruim ao povo. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.

Saúde | A reforma do Imposto de Renda (IR) vai provocar o reajuste de cerca de 12% nos preços dos medicamentos, por causa do fim da isenção de PIS/Cofins sobre esses produtos. 

Já os donos de iates e jatos particulares continuarão isentos de taxação na hora de comprar seus brinquedinhos de luxo, por que a reforma do IR aprovada pela Câmara na semana passada, não mexeu com eles.

Com o fim da isenção, cerca de 18 mil medicamentos podem ter os preços reajustados e o programa Farmácia Popular — criado em 2003 pelo governo Lula — pode acabar de vez.  Continua, após o anúncio.

Remédios ameaçados

Na Farmácia Popular, a população pode conseguir medicamentos em 35 mil pontos de venda do programa, com até 90% de desconto. São remédios para tratar problemas como colesterol alto, osteoporose, doença de Parkinson, glaucoma, rinite e dislipidemia, contraceptivos e até fraldas geriátricas. Os medicamentos gratuitos para diabetes, hipertensão e asma podem ser retirados nos balcões da rede - a maioria em farmácias particulares cadastradas pelo Ministério da Saúde. Agora, tudo isto está ameaçado.

Desoneração impacta negativamente na saúde

O impacto negativo da desoneração do IR também será sentido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão, segundo o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), é de que a média de reajuste nos medicamentos utilizados pelo SUS deverá ser em torno de 18%, aumentando os custos de tratamentos de Aids, câncer, diabetes, hipertensão e doenças cardíacas. Continua, após o anúncio.

Esses medicamentos equivalem a 69,3% do total de produtos disponíveis no mercado farmacêutico atualmente, disse a entidade, ao jornal Folha de São Paulo. Ainda de acordo com a reportagem, a carga tributária dos medicamentos hoje é de 32%, e no restante do mundo a média é bem menor, de 6%.

Fonte: CUT Nacional 

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