Brasil entra em 'lista suja' da OIT e Temer e golpistas serão investigados por peritos estrangeiros! Leia e compartilhe...

29/05/2018

É mais um constrangimento internacional para o País, incluído na 'lista suja' da OIT por violar normas trabalhistas a partir do fim da CLT, defendida por Temer e aliados do golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, como os candidatos Alckmin e Bolsonaro

DA REDAÇÃO | O Brasil foi colocado na lista dos 24 casos que a Organização Internacional do Trabalho (OIT)  considera como as principais violações das convenções trabalhistas no mundo. Secretário de Relações Internacionais da CUT, no Estadão, fala sobre o caso mais abaixo.

O motivo maior de o Brasil ter sido incluído nessa lista é o fim da CLT, imposta por Michel Temer (MDB) com apoio dos golpistas que ajudaram a derrubar a presidenta Dilma, como Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL). O fim da CLT é apelidado por Temer & bando de "reforma trabalhista". 

A chamada "lista suja" da OIT inclui tradicionalmente problemas de liberdade sindical, assassinato de líderes trabalhistas ou irregularidades na aplicação de convenções da própria OIT. Na prática, tudo isso reflete a demolição da CLT.

O caso significa mais um constrangimento internacional para o Brasil, que passará agora a ser alvo de um intenso exame pela Comissão de Aplicação de Normas da OIT, o que obrigará o desgoverno Temer e seus seguidores a darem respostas e serem examinados por peritos internacionais.  

Antônio Lisboa, secretário de Relações Internacionais da CUT, declarou, segundo o Estadão (28): "Ao incluir o Brasil na lista, a OIT reconhece o que estamos denunciando desde 2017, [ou seja], que a forma trabalhista aprovada no Brasil, sem consultas ao trabalhador, retrocede em 100 anos as relações de trabalho no País." (Continua, após o anúncio).

Em resposta, Temer diz cinicamente que está sendo perseguido e que sua malévola reforma trabalhista trouxe foi mais empregos e garantias para os trabalhadores. Alckmin e Bolsonaro seguem na mesma linha e afirmam em suas campanhas eleitorais que vão manter a reforma trabalhista, isto é, o fim da CLT, caso sejam eleitos.

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