Ambos os direitos foram reconhecidos pelo Supremo como constitucionais, com efeito erga omnes, isto é, gestores são obrigados a cumprir, o quem nem sempre ocorre e leva o docente a perder dinheiro e dar aulas a mais.
Duas Pecs muito ruins ao funcionalismo, sobretudo para os professores
A PEC 66/2023 aniquila aposentados e atinge também os da ativa. A PEC 32/2020 acaba, na prática, com o perfil que se conhece no Brasil como servidor público, em particular os da Saúde e Educação.
Compartilhe!
Apoie o Dever de Classe ou a página será desativada, pois não temos patrocinadores e estamos com dificuldades para atualizar o site regularmente! A hospedagem, template e o domínio são pagos. Além disso, há também custos com edição, internet, aplicativos de imagens e assinatura de outros portais, onde buscamos informações para melhor lhe apresentar nossas publicações. Passe um pix de qualquer valor para pix@deverdeclasse.org (João R P Landim Nt)
Ou:

Pix Vakinha
3435969@vakinha.com.br
João Rosa Paes Landim Neto

Pix PagBank
contato@deverdeclasse.org
João Rosa Paes Landim Neto

funcionalismo público brasileiro está sob a mira de dois projetos: PEC 66/2023 e PEC 32/2020. Se aprovadas, medidas trarão enormes prejuízos a curto, médio e longo prazos para a quase totalidade desse setor, em particular aos localizados na Saúde e Educação. Professores, enfermeiros e médicos estarão entre os maiores atingidos. No jargão popular, é o que se pode chamar de "duas bombas" mirando o funcionalismo.

Comecemos pela PEC 66/2023, inclusive já recém-aprovada no Senado. Iniciativa obriga estados, DF e municípios a aplicar — de forma automática, isto é, tão logo passe também na Câmara, todas as draconianas regras da Reforma da Previdência (EC 103/2019) do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Exceção será apenas aos entes que já fizeram reforma previdenciária pior que a aprovada no mandato do capitão.
Na prática, entre outros malefícios, PEC 66/2023 significa a imposição aos servidores de:
- Elevação da idade e do tempo de serviço para quem for se aposentar. No caso do magistério, nem é bom falar o que isso significa.
- Aumento obrigatório das alíquotas mensais de contribuição, inclusive para quem já está aposentado. Um autêntico confisco salarial.
- Redução das pensões e do benefício, principalmente para quem ingressou no serviço público depois de dezembro de 2023.
- Detalhe: essa PEC 66/2023 corre o risco de ser aprovada antes de dezembro, segundo alerta da CNTE.
- Leia mais sobre isso AQUI, AQUI e AQUI
Vamos agora à PEC 32/2020, também gestada no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Governo Lula (PT) vem sendo bastante pressionado para aprovar esse projeto, mais conhecido como "Reforma Administrativa", cujo nome verdadeiro e que a grande mídia oculta é "Privatização do Estado Brasileiro".
O jornalão Folha de S.Paulo, por exemplo, tem dedicado recentemente muitos editoriais na defesa dessa medida.
Entre outros grandes prejuízos aos atuais e futuros servidores, PEC 32/2020 significa:
- Fim da estabilidade, inclusive para os concursados e estáveis, com possibilidade legal — já a curto prazo — de demissão sem justa causa, tal como no setor privado.
- Desmantelamento de todos os planos de carreira, com consequente diminuição e/ou achatamento salarial a partir das novas regras da medida.
- Fim ou diminuição drástica dos concursos públicos.
- Entrega da Saúde e Educação para o setor privado, inclusive estrangeiro.
- Detalhe: alta cúpula dos três poderes fica fora desse projeto:
Políticos, juízes, desembargadores, procuradores, auditores, ministros, delegados federais e outros desse mesmo time.
Não é preciso nem ponderar que Lula jamais deve deixar passar esse tipo de medida. Pelo menos é o que se espera entre os que o ajudaram a se reeleger para um terceiro mandato e o apoiam para uma nova reeleição.
Compartilhe
Tópicos relacionados:
Mais recentes sobre o tópico piso do magistério:
De forma correta, o gestor citou a lei que instituiu o piso nacional e a portaria interministerial que definiu o percentual de correção, independentemente do anúncio oficial do MEC, que não é obrigatório. Medida vale já para este mês de janeiro.
Segundo justificativa do senador Randolfe Rodrigues na apresentação do próprio projeto, é urgente que o governo federal assegure de forma direta pelo menos essa fração do piso do professor. Rodrigues é autor da iniciativa.
Um documento foi enviado ao Gabinete do Ministro Camilo Santana, com cópia para a chefia de gabinete. Dentre as razões elencadas, o fato de a atualização salarial ser em primeiro de janeiro, a tradição desde 2010 e o silêncio de prefeitos e governadores sobre a questão, embora portarias interministeriais definam índice de 14,95% para este 2023.









