Bolsonaro tenta aprovar na marra Pec do Calote e fracassa duas vezes

29/10/2021

Em represália, Arthur Lira — porta-voz do governo na Câmara — ameaça punir com corte de salários deputados que não comparecerem ao Plenário da casa na próxima semana.

Bolsonaro quer meter a mão no dinheiro dos professores para custear o programa "Auxílio Brasil". Foto/reprodução.
Bolsonaro quer meter a mão no dinheiro dos professores para custear o programa "Auxílio Brasil". Foto/reprodução.

Economia | O presidente Jair Bolsonaro tentou aprovar na marra no Plenário da Câmara a Pec 23/2021 — mais conhecida como Pec do Calote — e fracassou em duas tentativas. A primeira foi na quarta-feira, 27. E a segunda foi na quinta-feira (28). Nas duas sessões não teve quórum, ou seja, deputados governistas não apareceram na quantidade necessária para votar.

Represália

Em represália, Arthur Lira (PP-AL) — porta-voz do governo na Câmara — ameaça punir com corte de salários deputados que não comparecerem ao Plenário da casa na próxima semana. Para mostrar que não está para brincadeira, o governista disse que mandou descontar faltas dessa semana de 50 parlamentares. Continua, após o anúncio.

Desespero

Na Agência Câmara de Notícias, Arthur Lira declarou:

"Não dá para votar uma PEC com 450 votos na Casa, para se ter 308 [para aprovação]". É um assunto importante, que requer discussão, e o quórum estava baixo".

Não tem maioria

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) também se posicionou e disse que que não há, entre os deputados, maioria em defesa da proposta:

"Todos perceberam que nós não votamos a PEC dos precatórios ontem [quarta-feira] por falta de quórum. Certo? E ia se votar hoje [quinta-feira], na marra; também não há quórum. Então, ficou para a semana que vem".


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João R P Landim Nt

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