No debate com Camilo Santana, o presidente da CNM vomitou também e novamente sua tese furada acerca de suposta "perda de eficácia legal do reajuste do piso", por conta da lei do novo Fundeb, aprovada em 2020. Tal falácia é desmentida por decisão unânime do Supremo Tribunal Federal (SFT) em 2021.
Agora, confira a fala de Camilo Santana:
"Não tem como o gestor ficar sem saber qual será o reajuste no fim do ano. Precisamos sentar à mesa para resolver isso. Não tenho dúvidas que todos são a favor da valorização do professor, mas precisamos encontrar uma equação."
Ora, senhor ministro, o gestor sabe desde sempre que o reajuste é pelo mesmo índice de crescimento do Custo Aluno dos dois anos anteriores, tal como reza o artigo 5º da lei 11.738/2008. Essa é a equação que o magistério defende.
E todo gestor sabe também o que percentual é variável, como tudo em economia. O problema é que a equação que a CNM quer impor — algo que veremos mais abaixo — é extremamente prejudicial aos educadores. Por que então discutir mais arrocho para a categoria? Foi para isso que o presidente Lula (PT) foi eleito?