Articulação para boicotar reajuste do magistério cresce em Brasília

11/12/2021

Número de prefeitos inscritos para agitação nos dias 14 e 15 na capital federal sobe de 400 para mais de 600, segundo Paulo Ziulkoski, comandante da CNM. Ziulkoski informa também que foi muito bem acolhido na casa de Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara. Caso gestores obtenham êxito na forte pressão que querem dar nos parlamentares, atualização salarial dos educadores — prevista para janeiro — cairá drasticamente. 

Presidente da Câmara Arthur Lira é pressionado por prefeitos e governadores a colocar em pauta PL que rebaixa o piso do(a) professor(a). Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados.
Presidente da Câmara Arthur Lira é pressionado por prefeitos e governadores a colocar em pauta PL que rebaixa o piso do(a) professor(a). Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados.

Educação | Em vídeo veiculado no YouTube e no site da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o comandante dessa entidade — Paulo Ziulkoski — informa que esteve reunido dia 7 último na casa de Arthur Lira (PP-AL), onde destaca que foi muito bem acolhido pelo presidente da Câmara dos Deputados. Um dos pontos prioritários da conversa a portas fechadas: boicote ao reajuste de 31,3% previsto para o magistério em janeiro de 2022. Entenda melhor, ao final da matéria.

Agitação dias 14 e 15 em Brasília

Nesse mesmo vídeo, Paulo Ziulkoski destaca também que a agitação marcada para os dias 14 e 15 em Brasília — para pressionar parlamentares a rebaixar o piso da educação e aprovar outras pautas — está cada vez maior. Número de prefeitos inscritos subiu de 400 para mais de 600, e a expectativa é que cresça ainda mais.

Continua, após o anúncio.

Pauta prioritária da CNM

Um dos principais pontos da pauta prioritária que a CNM quer obrigar os parlamentares a aprovar é o Projeto de Lei 3776/08. Medida muda o cálculo do piso do magistério. Em vez de correção pelo mesmo índice de crescimento do custo aluno, tal como está na Lei nº 11.738/2008, criada no governo Lula (PT), atualização se daria pelo INPC acumulado dos últimos doze meses, isto é, a inflação oficial do governo.

Mudar cálculo do reajuste do piso, para eliminar ganho real de salário, é a segunda prioridade da pauta da CNM na Câmara dos Deputados. Foto/reprodução.
Mudar cálculo do reajuste do piso, para eliminar ganho real de salário, é a segunda prioridade da pauta da CNM na Câmara dos Deputados. Foto/reprodução.

Após o anúncio, veja o que na prática significa essa alteração proposta pela CNM e seus reacionários prefeitos.

Queda

Caso os gestores obtenham êxito na pressão sobre os parlamentares, e o cálculo do piso seja alterado para o INPC, reajuste de 31,3% previsto para janeiro de 2022 (crescimento do custo aluno) cai para cerca de 11%, que é a estimativa de inflação deste ano. O gráfico acima ilustra essa questão. Ou seja, é uma queda em torno de 20% no índice até agora previsto. Continua, após o anúncio.

Sair às ruas e pressionar nas redes sociais

Com pauta oposta, profissionais do magistério devem seguir o exemplo dos prefeitos e também devem se mobilizar para impedir o rebaixamento do reajuste da categoria. É preciso sair às ruas e também pressionar os parlamentares nas redes sociais.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e seus sindicatos afiliados têm feito um bom trabalho em relação a isso. Certamente estarão presentes também em Brasília.

Veja o vídeo do comandante da CNM:


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