As "preocupações" de Camilo Santana com o reajuste 2026 dos professores

01/12/2025

>> Segundo um leitor do Dever de Classe que trabalha no MEC, "ministro teme que reajuste abaixo de 10% frustre novamente a categoria", como ocorreu em 2025

>> Camilo já chegou a comentar recentemente no UOL que "não há argumento para município não pagar piso ao professor", o que vale também para os estados e DF   

>> Categorias: piso do magistérioeducaçãoeconomia

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>> Por Redação /  Começou dezembro e parece que não são apenas os professores que ficaram mais ansiosos por conta do reajuste do magistério, que desde 2010 é anunciado no último mês do ano. Temos recebido muitos e-mails a esse respeito. 

"Preocupação do ministro"

Uma dessas mensagens que recebemos, de um leitor do Dever de Classe em Brasília, diz que o ministro Camilo Santana também estaria preocupado com o índice de atualização que deve ser aplicado logo a partir de 1º de janeiro de 2026, tal como reza a Lei Federal 11.738/2008. Ele diz:

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"Camilo Santana teme que reajuste abaixo de 10% frustre novamente a categoria, como ocorreu em 2025. Foi o que já ouvi nos corredores do MEC."

Recentemente, Camilo Santana declarou no UOL que gestores têm dinheiro para pagar o piso, o que é uma grande verdade.

Sobre a "preocupação do ministro"

É importante que o ministro Camilo Santana "esteja preocupado" com o reajuste dos professores, afinal já estamos em dezembro e ele anunciou no primeiro semestre que data do anúncio poderia ser mudada para o meio do ano, o que não ocorreu. Ficou mesmo para o mês em curso.

É importante também que se preocupe com o percentual, dado que a CNTE divulgou recentemente que correção de 2026 pode ficar abaixo da inflação oficial, algo de fato preocupante. Um reajuste abaixo de 10%, tal como se referiu nosso leitor em relação à suposta preocupação do ministro — não soaria muito bem para centenas de milhares de professores em todo o Brasil, sobretudo em ano eleitoral.

O que pode acontecer

Reajuste alto ou baixo do piso dos professores depende basicamente de dois componentes: desempenho da economia nacional e número de matrículas. Segundo dados do próprio governo federal, o primeiro componente vai muito bem. Quanto às matrículas, análise de um especialista publicada aqui no Dever de Classe indica que caíram, o que pode contribuir para um reajuste razoável em 2026, entre 10% e 15%.

Por enquanto, resta esperar. Até dia 31 deste mês, sairá o novo valor do piso e o percentual de correção. Não cremos que fique abaixo de 10%.

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Mais recentes do tópico piso do magistério:

Como o próprio Portal Unificado da Justiça Federal da 4ª Região destaca, liminar — que suspende o reajuste de 14,95% — é apenas para um município de Santa Catarina, e deve ser derrubada por órgãos como a CNTE, para desencorajar outros gestores que queiram entrar com a mesma ação.
Luta da categoria é para manter correção tal como está na lei do piso, o que traz ganho real todo ano. CNM e gestores lutam para emplacar atualização apenas pela inflação do ano anterior, que é danoso ao magistério, conforme esclarece tabela apresentada nesta matéria.
Gerônimo Rodrigues (PT) disse que sua equipe estava aguardando a definição do governo federal em relação ao percentual do reajuste e agora está se debruçando sobre os impactos no orçamento estadual.
Luta da categoria em todo o Brasil é pelo reajuste linear, tal como está na tabela apresentada. No Piauí, o governador Rafael Fonteles disse apenas que ninguém do magistério receberá menos do valor mínimo para este ano, R$ 4.420,55.
Paralisação vem sendo defendida desde o fim do ano passado por alguns professores. Sinte-Pi, contudo, é que decidirá o melhor rumo a seguir. Luta é por 14,95% de forma linear para todos, algo que o governador Rafael Fonteles não garantiu até agora.