1º de Maio com FHC e Rodrigo Maia é como jogar coronavírus no prato dos trabalhadores

01/05/2020 11:53

Política / A esquerda não pode rastejar diante de inimigos de classe.

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Foto/Reprodução
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O 1º de Maio de 2020 — organizado pela CUT e outras centrais — promove um absurdo ao chamar para o ato figuras como FHC, Rodrigo Maia, David Alcolumbre e outros aliados dos patrões. É como jogar coronavírus no prato dos trabalhadores.

Aliança indevida não se justifica sob nenhum aspecto e afastou quadros importantíssimos da esquerda, como Guilherme Boulos e outros do PSOL, PCB, PCO e PSTU. Continua, após o anúncio. 

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Justificativa não se sustenta

Para afastar quadros da esquerda e chamar FHC, Maia e outros inimigos da classe trabalhadora para o ato do 1º de Maio, dirigentes da CUT e setores do PT tentam justificar com o seguinte argumento: "é preciso criar uma 'frente ampla' para combater o fascismo que Jair Bolsonaro tenta impor no Brasil, tal como as alianças feitas contra os militares e a ditadura de 1964-1985". Nada mais falacioso.

É verdade que amplos setores democráticos se uniram para combater a ditadura dos generais iniciada em 1964, sobretudo durante seu final. Mas só que numa conjuntura totalmente diferente dos tempos atuais. Continua, após o anúncio.

Em 1984, quando o movimento das "Diretas Já" explodiu em todo o País e amplas setores democráticos se uniram para pôr fim aos horrores da ditadura dos generais, figuras como Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, não tinham nenhum histórico de apoio ao regime militar da época. Muito pelo contrário. FHC foi perseguido e teve que se exilar.

Rodrigo Maia, no período ditatorial, era muito jovem e vivia exilado no Chile, com o pai, Cesar Maia. Este, tal como FHC, também combatia a ditadura. 

Tampouco essas figuras deram qualquer apoio à política econômica da época, marcada pelo arrocho contra os trabalhadores. E hoje? Veja, após o anúncio.

Hoje, FHC, Maia e outros direitistas que também foram convidados para o ato de 1º de Maio dão total apoio à política econômica do governo Bolsonaro, em particular no que diz respeito à reforma que acabou a aposentadoria dos trabalhadores e a todas as outras que extinguem direitos trabalhistas.

FHC e Maia são ainda mentores do golpe que derrubou a presidenta Dilma em 2016 e levou Lula à cadeia injustamente. Isto tem ou não tem fortes semelhanças com os crimes cometidos por generais a partir de 1964?

Portanto, quando dirigentes da CUT e alguns membros do PT chamam esse bando para o ato de 1º de Maio não estão apenas jogando coronavírus no prato dos trabalhadores. Estão também a rastejar diante de inimigos de classe. Lamentável.

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