O pagamento de eventuais sobras orçamentárias na educação depende diretamente do cumprimento do teto de 70% para a folha de pagamento e dos reajustes salariais concedidos por prefeitos e governadores ao longo do ano
PL prevê mais fiscalização sobre como prefeitos e governadores usam verbas do Fundeb
Projeto de Lei 1783/25 foi aprovado Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, o que impacta de forma positiva no piso dos professores
Categorias:
>> Educação, >> Piso do Magistério, >> Economia, >> Política
Dê uma contribuição ao site:
>> Pix: apoie@deverdeclasse.org / >> Mais opções
Siga e receba atualizações:
Foi aprovado nesta sexta-feira (14) na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1783/25, de autoria da deputada Maria do Rosário (PT-RS). Medida aperta prefeitos e governadores sobre uso do dinheiro do Fundeb, o que pode impactar de forma positiva no piso do magistério e pagamento dos demais servidores da educação básica pública, vez que é com os recursos desse fundo que são remunerados. Quanto mais rigor nos gastos, menos desvios de verbas.
Relatório anual
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados (CCJ) aprovou projeto de lei que obriga governadores e prefeitos, que são gestores locais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), a elaborar relatório anual sobre a aplicação dos recursos do fundo.Detalhamento
O documento deve detalhar o total e a fonte dos recursos recebidos no período, incluindo receitas e complementações do governo federal.
Discriminação por etapa e modalidade
Além disso, a aplicação dos recursos deverá estar discriminada por etapa e modalidade da educação básica, especificando os gastos com:
- pessoal efetivo e temporário;
- manutenção;
- ampliação e melhoria da infraestrutura; e
- outros custos operacionais.
>> Leia também: Vinculação do piso à formação de nível superior é proposta acertada
Distribuição dos recursos e das matrículas
O relatório também deve trazer a distribuição dos recursos e das matrículas entre a oferta pública direta e as instituições conveniadas.
Controle social
As informações deverão ser apresentadas à Câmara Municipal ou à Assembleia Legislativa correspondente e ao Conselho de Acompanhamento e de Controle Social.
A proposta inclui a obrigação na Lei 14.113/20, que regulamenta o Fundeb.
Novo texto
O texto aprovado é um substitutivo da Comissão de Educação ao Projeto de Lei 1783/25, da deputada Maria do Rosário (PT-RS). A proposta original previa relatório quadrimestral. O substitutivo mudou a periodicidade para anual e fez outras alterações.
Segundo a relatora na comissão, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), o relatório anual serve como "instrumento fundamental" para o exercício do controle social, fornecendo aos conselhos e ao Poder Legislativo local os subsídios necessários para uma fiscalização qualificada e informada.
O texto segue para o Senado, caso não haja recurso para análise pelo Plenário. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Dê uma contribuição ao site!
- Pix: apoie@deverdeclasse.org / >> Mais opções
Siga e receba atualizações:
Relacionadas
- CNTE deverá realizar reunião decisiva para reajuste do magistério em 2026
- Vinculação do piso à formação de nível superior é proposta acertada
- Atualização da Lei 11.738/2008 melhora piso de docente com formação superior
- Nova reunião para tratar do Piso do Magistério foi realizada no MEC
- Receitas do Fundeb e piso do magistério para 2026
- Ministro está certo quando diz que entes podem pagar piso do professor
- Camilo Santana tem de aliar discurso à prática em relação aos salários dos professores
- R$ 6.085,00: principais mudanças no Piso do Magistério
- CNTE lança matéria com "perspectivas" para reajuste do magistério 2026
- Reajuste do magistério/2026 não está definido em menos de 1%
- Sobre mudança na data-base e previsão de reajuste do magistério para 2026
- Todas sobre Piso do Magistério
Leia mais
Proposta de piso para agrônomos, químicos e outras categorias é quase 3X o piso do magistério
Projeto de lei 5.346/2026 é iniciativa do senador Plínio Valério (PSDB-AM) e prevê R$ 13.736 como piso obrigatório para 2027, nos setores público e privado
O sindicato opera como uma central de gestão de riscos, segurança jurídica e proteção patrimonial para o professor — ferramentas indispensáveis para uma categoria que entrega alta complexidade técnica com retornos financeiros historicamente defasados
Análise detalhada a partir do caso de um professor revela como falhas no cálculo de hora-atividade, progressões de carreira e descontos indevidos podem gerar grandes perdas financeiras aos educadores
O abismo na educação básica: os 20 países com os maiores salários iniciais e a realidade do Brasil
Para oferecer um panorama preciso e atualizado, a análise considera os salários estatutários iniciais (ponto de entrada da carreira sem adicionais por tempo de serviço) de professores da Educação Básica Pública




