Jurista diz que se não houver uma solução uniforme e urgente sobre Nota do MEC, piso não terá correção em 2022. Editor do Dever de Classe comenta opinião.
Sobre a reunião da CNTE para tratar do reajuste do magistério 2026
>> A CNTE divulgou em seu portal que encontro para tratar do tema ocorreria no início de novembro
>> Impasses no Fórum que trata da atualização da lei do piso estariam sendo provocados pelo Consed, órgão que representa os secretários de Educação
- Categorias: piso do magistério, educação, economia
Siga nossos canais e receba atualizações:
Faça uma assinatura solidária, acesse sem restrições todo o conteúdo do site e ajude a mantê-lo. Temos custos. Apenas R$ 19,90/ano!
Ou pague no pix (recomendável, vem integral):
Pix: apoie@deverdeclasse.org
Caso não queira assinar, deixe uma contribuição de qualquer valor. Apenas pix.
>> Por Redação / Recebemos nos últimos dias vários e-mails nos questionando sobre uma reunião que a CNTE participaria no início de novembro para tratar do piso do magistério, algo que poderia repercutir no reajuste do magistério de 2026. Mensagens foram motivadas por matéria que publicamos aqui no Dever de Classe sobre o tema.
Sobre a reunião
A CNTE divulgou em seu portal que participou dia 22 de outubro de reunião do Fórum do Piso do Magistério e destacou no texto que "impasses continuavam" sobre:
- a vinculação do piso à formação de nível superior dos/as professores/as e
- a substituição do atual critério de atualização do piso, passando a valer a reposição da inflação do ano anterior e mais um percentual de ganho real vinculado à média do crescimento real das receitas do Fundeb de 5 anos anteriores.
Consed
Esses "impasses" estariam sendo provocados pelo Consed, entidade que reúne os secretários de educação nos estados. Diante disso, a CNTE informou também que:
a coordenação do Fórum do Piso aprovou realizar uma reunião técnica entre as entidades, entre 27 e 31/10 (pesquisamos no site da entidade e não vimos se tal reunião ocorreu).
Após essa fase de discussão técnica, o Fórum voltará a se reunir no início de novembro para deliberar sobre a sua proposta final de revisão da Lei nº 11.738/2008 (não vimos nada também sobre essa reunião, objetivo de mensagens de nossos leitores).
Matéria continua mais abaixo
Leia também:
- CNTE deverá realizar reunião decisiva para reajuste do magistério em 2026
- >> Há 14 anos, Dever de Classe denuncia calotes no piso dos professores
- >> Julgamento no STF pode redefinir reflexos do piso nacional nas carreiras do magistério
- >> As "preocupações" de Camilo Santana com o reajuste 2026 dos professores
Receba atualizações:
Preocupação
Na mesma matéria, a CNTE se diz muito preocupada com a questão, em virtude da proximidade de divulgação do reajuste do magistério e da perspectiva de que fique abaixo da inflação:
"A CNTE e a Undime se mostraram preocupadas com as estimativas para atualização do piso do magistério em 2026, pois estão abaixo da inflação projetada para este ano de 2025. De modo que esperam ver avançar com agilidade o processo de revisão da legislação, buscando garantir a reposição da inflação com ganho real, além de novas conquistas para valorizar as carreiras do magistério público."
O Dever de Classe fará nova pesquisa no site da CNTE para saber se tem alguma novidade sobre o tema.
Siga nossos canais e receba atualizações:
Faça uma assinatura solidária, acesse sem restrições todo o conteúdo do site e ajude a mantê-lo. Temos custos. Apenas R$ 19,90/ano!
Pague no pix (recomendável, vem integral):
Pix: apoie@deverdeclasse.org
Caso não queira assinar, deixe uma contribuição de qualquer valor. Apenas pix.
Mais recentes do tópico piso do magistério:
Como é feito o cálculo? Quem tem direito? Qual a carga horária? É obrigatório para os governos? Trata da jornada extraclasse? Corre o risco de acabar?
Três projetos aptos a votação no Congresso atacam duramente o piso do magistério, diz jurista
Contrárias até ao STF, trio de medidas são exigências de prefeitos e governadores, e agora encontraram apoio também do presidente Bolsonaro e ministro da Economia Paulo Guedes.
Jurista explica os seis pontos principais do PL que cria o "novo" piso nacional do magistério
Projeto de Lei representa um enorme atraso para os profissionais do magistério da Educação Básica Pública de estados e municípios de todo o Brasil. Sindicatos da categoria devem fazer todos os esforços para barrar tal medida.
Presidente e ministros da Educação e Economia alteraram uma portaria de 2019 e, com isso, percentual de reajuste antes previsto foi eliminado e os educadores estão no prejuízo. CNTE e parlamentares de esquerda lutam para reverter situação.
O valor para um professor de nível médio e jornada de 40 horas semanais passou de R$ 1.024,67 para R$ 1.187,08. Atualização de 15,85% deveria ter sido feita desde 1º de janeiro, tal como determina a Lei 11.738/2008 e Nota do MEC, divulgada em 24 de fevereiro




