Urgente | Professores querem que governo não mexa nas regras da aposentadoria especial! Leia e compartilhe...

17/02/2019
Rodrigo Maia — presidente da Câmara dos Deputados — disse que trabalhadores aguentam trabalhar até os 80 anos. Parlamentar é um dos principais defensores da reforma da previdência proposta por Bolsonaro. Foto: J. Batista/Câmara dos Deputados
Rodrigo Maia — presidente da Câmara dos Deputados — disse que trabalhadores aguentam trabalhar até os 80 anos. Parlamentar é um dos principais defensores da reforma da previdência proposta por Bolsonaro. Foto: J. Batista/Câmara dos Deputados

Pela proposta do governo, professor e professora só poderão dar entrada no pedido de aposentadoria quando tiverem no mínimo 60 anos. Mestres elencam várias justificativas para que regras atuais sejam mantidas

Educação | Professores públicos e privados da educação básica de todo o país querem que o governo Bolsonaro mantenha as regras atuais da aposentadoria especial dessa categoria. Sobre isso, um grupo de 140 educadores nos enviou várias ótimas justificativas. Expomos mais abaixo.

Pelo que está em vigor, uma professora pode usar a regra 86/96, aprovada pelo Congresso Nacional em 2016, e ir para casa com benefício integral aos 56 anos de idade e 25 de contribuição. Vote na enquete ao final da matéria.

Veja:

Uma professora tem 25 anos de contribuição e 56 anos de idade. Hoje, caso fica assim:

  • Contribuição:  25
  • Idade: 56
  • Bonificação: 5 pontos, por conta da aposentadoria especial (Regra 86/96)
  • TOTAL: 86
  • Essa professora pode se aposentar sem perda de salários.

Pela proposta do governo, professor e professora só poderão dar entrada no pedido de aposentadoria quando tiverem no mínimo 60 anos. E aposentadoria integral, segundo noticiou o Estadão, só após 40 anos de contribuição à previdência. Se tais regras forem aprovadas, educadores terão que cumprir muito mais anos na sala de aula, e tempo de contribuição à previdência também aumentará bastante.


Justificativas

Para sugerir ao governo Bolsonaro a manutenção das atuais regras da aposentadoria especial dos professores, um grupo de 146 educadores nos enviou as justificativas abaixo. Ver após o anúncio:

As justificativas

  • O exercício da sala de aula é muito desgastante. A partir de 10 anos em atividade, muito mestres apresentam sérios distúrbios físicos e mentais, como calos nas cordas vocais, dores na coluna, problemas cardíacos, irritabilidade e depressão.
  • Os salários pagos aos educadores — nas redes pública e privada — são muito baixos. Isto os obriga a cumprir dupla e até tripla jornada de trabalho, para obter uma renda melhor. E os torna mais vulneráveis ainda a desenvolver doenças.
  • O ambiente de trabalho, sobretudo na rede pública, no geral é muito ruim. Salas superlotadas e sem ventilação é a rotina do dia a dia. Estes dois fatores também contribuem para atacar a saúde dos educadores.
  • Caso sejam ampliados tempo de sala de aula e de contribuição, professores não conseguirão desempenhar suas tarefas diárias — no período a ser acrescido — com a eficiência que a profissão exige. Portanto, é um erro mudar as regras atuais. Muitos profissionais médicos fazem alerta sobre isso.


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