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Por que não é possível atender ao que Bolsonaro quer; o extremismo engoliu o capitão
Ceder às chantagens do fascista significaria render-se de forma suicida ao extremista derrotado nas eleições de 2022, algo bem diferente de pacificação ou mesmo conciliação
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Imagine se Adolf Hitler — após derrota na Segunda Guerra Mundial — tivesse uma 'carta na manga' que convencesse os soviéticos e demais aliados a devolver as armas e o poder de fogo... O que você acha que o nazista teria feito? Autocrítica sobre os horrores do Holocausto e retiro espiritual voluntário em casa? Ou mandado bala em todo mundo?
Nos tempos atuais, o que você acha que Jair Bolsonaro faria se Lula e Alexandre de Moraes cedessem à chantagem que faz com a ajuda de Donald Trump e o tarifaço sobre a economia brasileira?
Anistiado de seus crimes, o capitão se comportaria como um democrata ou aumentaria a carga de ódio sobre quem discorda de seus ímpetos assassinos?
A resposta nos parece óbvia, nas duas situações. Quem cede às chantagens, apelos ou 'cartas na manga' de extremistas corre o sério risco de ir parar no cemitério. É mais ou menos parecido com a fábula do sapo e do escorpião.
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No caso de Jair Bolsonaro, Lula e Alexandre de Moraes não têm como ceder ao que ele quer. E os dois certamente sabem muito bem disso. Capitular às chantagens do fascista significaria render-se de forma suicida e humilhante ao extremista derrotado nas eleições de 2022, algo bem diferente de pacificação ou mesmo conciliação.
Livre da possibilidade de condenação e cadeia, Bolsonaro correria o país com sua horda fanatizada de seguidores. E super fortalecido politicamente, dado que sua tese de vítima e mártir teria sido vitoriosa.
Ele partiria então com muita força e novas e mais pesadas chantagens para cima do governo Lula e do Supremo Tribunal Federal. Só Deus sabe o que aconteceria em seguida no Brasil.
Para desespero do fascista, é exatamente esse possível quadro de terror que sua anistia traria que o levará para o cárcere. Mesmo que Lula enlouquecesse e pudesse e quisesse dar uma ordem em Alexandre de Moraes, o que não é possível pelas leis do país, o ministro certamente não atenderia, pois não iria correr o risco de dar um tiro no próprio peito. O extremismo engoliu o capitão.
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