Desconectados da realidade nacional e da imensa maioria do povo brasileiro, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury protagonizaram um espetáculo de baixarias capaz de fazer o espectador vomitar em frente à TV. Difícil saber quem foi o pior.
Lula fez bem em não ter ido ao horroroso debate da Band
Desconectados da realidade nacional e da imensa maioria do povo brasileiro, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury protagonizaram um espetáculo de baixarias capaz de fazer o espectador vomitar em frente à TV. Difícil saber quem foi o pior.
Por *Jussara C Freire, às 03:45
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Política & Economia / O debate eleitoral ocorrido neste domingo (23) na Band prestou um verdadeiro desserviço à população, pois não passou de um palco de ataques covardes a adversários ausentes, sobretudo a Lula (PT), enquanto as demandas reais do povo foram solenemente ignoradas. Em vez de confrontarem ideias e apresentarem projetos concretos para o futuro do país, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury preferiram gastar o valioso tempo de transmissão trocando acusações contra quem sequer estava lá para se defender. O resultado foi um espetáculo lamentável de vaidades, no qual o eleitor, interessado em ouvir propostas sobre saúde, segurança e educação, acabou ficando com vontade de vomitar em frente à TV.
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O desempenho do candidato Renan Santos atingiu o nível mais rasteiro da noite, protagonizando cenas ridículas e vergonhosas na tentativa desesperada de chamar a atenção. Desbocado e sem qualquer postura republicana, o representante do Missão apelou até para o uso de palavrões em rede nacional para atacar o Presidente da República, reduzindo o debate a uma baixaria digna apenas de sua pequenez moral. Em nenhum momento de sua postura histriônica houve espaço para apresentar uma única proposta de interesse público; sua participação limitou-se ao circo, ao desrespeito e à busca por aplausos fáceis em um show de horrores e vulgaridades.
Na mesma linha de irrelevância, o candidato Ronaldo Caiado revelou-se outra imensa decepção para quem minimante esperava ouvir dele alguma coisa que preste. Para piorar a situação, Caiado tentou vender ao público a imagem de uma administração perfeita em Goiás, pintando uma realidade fantasiosa que em nada corresponde ao cenário precário de onde ele atualmente governa. Trata-se de uma postura de um político fraco, que tenta mascarar a ineficiência de seu próprio mandato e a falta de soluções reais recorrendo ao ataque gratuito e à maquiagem dos fatos.
Por fim, o candidato Augusto Cury adotou uma postura mais moderada e comedida no tom, mas revelou-se tão oco quanto os demais na substância. Embora tenha evitado o nível chulo de Renan Santos e a demagogia barata de Caiado, Cury falhou miseravelmente em apresentar qualquer ideia relevante ou projeto de impacto para a vida dos cidadãos, preferindo o conforto da neutralidade estéril em vez da formulação de propostas.
Ao fim e ao cabo, os três candidatos demonstraram total desconexão com as necessidades do povo, provando que a política da agressão e da vacuidade continua sendo o único recurso dos que nada têm a oferecer. Difícil saber quem foi o pior. Lula fez bem em não ter ido.
*Jussara Freire é assistente social e seguidora do Dever de Classe.
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