Ataques vindos de banqueiros e extremistas de direita ao reajuste do Bolsa Família mostram que Lula está certo

18/09/2026

Não é novidade que Armínio Fraga, Zé Trovão e Nikolas Ferreira sejam contrários ao reajuste de 15% no Bolsa Família; o primeiro é um agente do mercado financeiro; os outros dois, meros meliantes bolsonaristas da extrema direita; lixo puro

> Política & Economia

*Sandra P Lins, às 05:49

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O posicionamento de Armínio Fraga e dos deputados bolsonaristas Zé Trovão e Nikolas Ferreira — ambos do PL — contra o aumento de 15% no Bolsa Família dado pelo presidente Lula (PT), após quatro anos sem qualquer reajuste, revela uma visão econômica que ignora a realidade concreta da fome e da miséria no Brasil. Em um país marcado por desigualdades históricas, criticar um reajuste modesto em um benefício essencial soa como canalhice travestida de responsabilidade econômica e falso moralismo eleitoral.


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Proteção aos mais pobres

O Bolsa Família é um programa de transferência de renda que protege milhões de famílias da extrema pobreza. Quatro anos sem correção corroem o poder de compra de quem já vive no limite. Um aumento de 15% não é privilégio, é recomposição mínima diante da inflação acumulada. Atacar esse reajuste significa, na prática, defender que os mais pobres arquem com o custo de ajustes econômicos a favor de quem já tem muito dinheiro.

Useiro e vezeiro

Não é a primeira vez que Armínio Fraga se posiciona contra avanços sociais básicos. Ele é useiro e vezeiro nisso. Defensor contumaz da diminuição real do salário mínimo, esse agente do mercado financeiro segue a mesma lógica de sempre: reduzir o pouco de quem tem quase nada, em nome de uma suposta eficiência macroeconômica. Ao propor cortes no piso salarial e ficar contra correção do Bolsa Família, a mensagem é clara: o equilíbrio das contas públicas deve ser alcançado com o sacrifício dos trabalhadores e famílias vulneráveis, nunca dos grandes detentores de renda e patrimônio.

Quando esteve à frente do Banco Central (segundo governo FHC), a política econômica implementada por Armínio Fraga, sempre a favor dos banqueiros e mais ricos, contribuiu para aprofundar a exclusão social no Brasil. O resultado foi um cenário em que dezenas de milhões de pessoas permaneceram na insegurança alimentar, o que obrigou Lula a criar o próprio Bolsa Família logo que assumiu a presidência em 2003.

Quanto ao Zé Trovão e Nikolas Ferreira, nem perco meu tempo: são dois mequetrefes extremistas e bolsonaristas querendo uma vaguinha no clube mais elitizado do Armínio Fraga. É tudo lixo não reciclável.

Ao se opor ao aumento do Bolsa Família, Armínio Fraga e esses dois outros trastes reafirmam uma visão de economia que trata a pobreza como variável de ajuste. Em vez de reconhecer o direito à dignidade, insistem em um modelo que naturaliza a fome como efeito colateral aceitável. Esse tipo de ataque vindo de banqueiros e extremistas de direita ao reajuste do Bolsa Família, portanto, mostram que Lula está certo ao valorizar esse programa.

*Sandra Lins é assistente social e segue o Dever de Classe

Envie também seu artigo para: pontodevista@deverdeclasse.org

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