Ao tentar ridicularizar e subestimar a inteligência do povo nordestino, deputado moleque do PL fez foi atrapalhar ainda mais a campanha de Flávio Bolsonaro na região
O incrível empate de 41% X 41% no jogo eleitoral da Quaest, quer dizer, Globo
O "empate" milimétrico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno — é muito parecido com os casos de resultados de partidas de futebol manipulados pelo mercado criminoso de apostas; é claro que Lula está na frente

*Landim Neto, às 09:49
Empate em pesquisa eleitoral é como empate em clássico de futebol: até acontece, mas costuma vir depois de muito suor, carrinho na chuva, goleiro salvando tudo e atacante perdendo gol feito. Quando dois grandes times terminam em 2x2, 1x1 ou até 10X10, geralmente dá para apontar onde cada um foi melhor, onde cada um errou, e o placar final parece um resumo honesto da batalha em campo.
Também existe o outro tipo de empate no futebol: aquele que cheira a manipulação de resultados. De repente, o zagueiro escorrega sozinho, o goleiro espalma para dentro do gol, o atacante isola um pênalti bizarro. O placar final até é "normal", mas a forma como se chegou lá deixa um rastro de desconfiança, como se alguém tivesse "mexido os pauzinhos" nos bastidores para garantir o resultado perfeito para o mercado criminoso que atua no ramo de apostas.
Na mais recente pesquisa eleitoral da Quaest, divulgada nesta segunda-feira (7) pelo Grupo Globo, financiador da consulta, o "empate" milimétrico — 41%X41% entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno — deixa uma sensação bem parecida com esse caso de manipulação no futebol. Que "forças ocultas" teriam atuado para que desse um resultado assim tão "pau a pau" entre os dois candidatos? Ou será mesmo só uma "coincidência" e produto do momento do jogo político nacional? Sinceramente, creio que não.
O Grupo Globo e todo o mercado financeiro não querem a reeleição de Lula. Aliás, nunca quiseram. Mas também já tiveram uma experiência com a família Bolsonaro e o resultado de conjunto não foi o que esperavam. Contudo, o que a realidade lhes impõe em 2026, gostando ou não, é que somente o petista ou o Zero Um têm condições de vencer. E eles sabem que as chances de Lula são muito maiores, muito mesmo. E sabem também que à luz dos fatos políticos atuais, qualquer pesquisa séria não dá esse tipo de "empate" fabricado aí, pois o ex-metalúrgico está na frente, fora da margem de erro.
Diante disso, procuram manipular consultas para chantagear Lula a se comprometer antes de um eventual segundo turno com o programa econômico que defendem: virada radical no orçamento da União e nas políticas públicas para atender ainda mais aos interesses de bancos e "investidores" nacionais e estrangeiros.
Sobre isso, basta ver o editorial que O Globo publicou no domingo (6) a respeito de uma nova proposta de Reforma da Previdência. Segundo manifestam no texto, Lula deve se comprometer logo em adotar a medida durante seu quarto mandato. O projeto foi elaborado por agentes da Faria Lima e, literalmente, é um tiro no peito da maioria do povo brasileiro.
Essa pesquisa Quaest à lá videogame pausado é, portanto, apenas uma forma que o Grupo Globo escolheu para dizer: "Lula, faça o que a gente manda ou então vamos tentar induzir o povo a acreditar que você está prestes a perder". Mas Lula é grande e não se deixa dobrar por uma chantagem apelativa dessa natureza.
O fato é que, quando o suposto placar eleitoral começa a lembrar demais aqueles jogos suspeitos do mercado de apostas, a confiança no "resultado oficial" acaba tomando um cartão vermelho moral. É o que o Grupo Globo e o mercado financeiro vão tomar mais uma vez ao final dessas eleições.
*Landim Neto é docente e editor do Dever de Classe
Envie também seu artigo para: pontodevista@deverdeclasse.org
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