Exigências mais duras e incerteza no valor do benefício
Idade mínima de 67 anos: A proposta fixa a idade de aposentadoria em 67 anos para homens e mulheres, acabando com distinções cruciais de gênero.
Gatilho automático: Preveem-se aumentos periódicos na idade mínima conforme o ganho de expectativa de vida medido pelo IBGE, empurrando o direito de se aposentar para cada vez mais distante. Na prática, para nunca mais.
Fim do benefício garantido: O modelo abandona o "benefício definido" e adota a "contribuição definida", fazendo com que o trabalhador contribua sem saber exatamente qual valor receberá no futuro. Vai depender dos bancos.
Golpe nas aposentadorias de professores e policiais
Extinção de regimes especiais: A proposta ataca categorias estratégicas ao revisar e restringir as regras diferenciadas de aposentadoria.
Sobrecarga de trabalho: Professores e policiais — submetidos a jornadas extenuantes e alto desgaste físico e psicológico — teriam que trabalhar por muito mais tempo, perdendo salvaguardas históricas que reconhecem a especificidade de suas funções.
Sobretaxa sufocante sobre os Microempreendedores (MEI's)
Aumento de mais de 100% na contribuição: A alíquota paga pelos MEIs passaria dos atuais 5% para 11% do salário mínimo.
Impacto no bolso: O recolhimento mensal previdenciário do DAS-MEI daria um salto de aproximadamente R$ 81 para cerca de R$ 178. A medida castiga trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores que buscam a formalização.
Ataque ao BPC e desamparo aos mais vulneráveis
Desvinculação do salário mínimo: O Benefício de Prestação Continuada (BPC), voltado a idosos de baixa renda e pessoas com deficiência, deixaria de ter o salário mínimo como piso garantido.
Redução drástica do valor: A proposta abre margem para cortar o auxílio para patamares muito menores (com valores especulados a partir de R$ 600), desmontando uma das principais ferramentas de combate à extrema pobreza no país.
Entrega de recursos ao mercado financeiro
Capitalização obrigatória: Parte das contribuições do INSS e do FGTS seria direcionada para contas individuais geridas por fundos de pensão privados.
Lucro privado, risco público: A medida retira dinheiro da seguridade social pública para injetá-lo na especulação financeira. Enquanto os bancos e gestores garantem taxas de administração milionárias, o risco de oscilações do mercado é transferido integralmente para o trabalhador.